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Sapinho, boqueira e assadura

Sapinho, boqueira e assaduraSapinho, boqueira e assadura são nomes utilizados para caracterizar as doenças produzidas no homem por fungos do gênero Cândida. As leveduras são fungos que apresentam intenso poder invasor, comprometendo a pele, as mucosas e as vísceras. As leveduras do gênero Cândida podem ser observadas na pele e mucosas normais, nas fezes de pessoas sadias ou causando superinfecções. Por isso, são consideradas micoses saprófilas, isto é, vivem no organismo e provocam doenças sob a influência de numerosos fatores (externos e internos).

Entre os fatores externos, estão a umidade e maceração da pele, como nas dobras da pele (axilas, seios, nádegas) ou profissões em contato constante com água (donas de casa, copeiras, lavadeiras, etc). Entre os fatores internos (diabete, gravidez, doenças debilitantes, imunocomprometidos, etc.), o diabete favorece o desenvolvimento das formas genitais (balanites, vulvovaginites), o mesmo ocorrendo no aparelho genital da gestante, onde existe uma elevação da taxa de açúcar.

Desta forma, a Cândida albicans infecta as pessoas debilitadas, submetidas a transplante ou drogas imunodepressoras que baixam a resistência do organismo. A levedura é encontrada nos intestinos, boca, faringe e na vagina de 16% das pessoas normais, com posterior multiplicação e instalação de doenças.

Entre as enfermidades causadas pelas Cândida, citam-se: a assadura, que é uma lesão de cor vermelho-viva, superfície úmida e com descamação intensa, localizada nas dobras e superfícies justapostas, principalmente nos lactentes.

A assadura é facilmente confundida com os eczemas e as frieiras dos pés e das mãos. As unhas atacadas pelo fungo adquirem linhas transversais, manchas esbranquiçadas ou pardacentas sem perda do brilho, mas com evolução longa a progressiva. Os tecidos em volta das unhas geralmente se mostram inflamados e dorosos à palpação.

O sapinho se apresenta nas crianças sob a forma de placas circulares ou ovais, de cor branca e cremosa, com halo vermelho-vivo na mucosa das bochechas, língua, boqueira, céu da boca, faringe e laringe. O sapinho pode atacar a pele do couro cabeludo, face, tronco e membros, como placas avermelhadas e úmidas. Na vulvovaginite, as placas são delimitadas, esbranquiçadas e cremosas, com corrimento espesso e malcheiroso, além de insuportável coceira. Tal localização é mais freqüente em grávidas e mulheres diabéticas, exigindo o afastamento de outras doenças, como sífilis e gonorréia.

O ataque aos órgãos internos (pulmões, etc.) é raro, porém tem aumentado com os aidéticos. O tratamento do sapinho é realizado com antifúngicos (nistatina, ketoconazol, fluconazol, etc.), sendo importante o afastamento das causas determinantes, principalmente a correta higiene da boca e assepsia da vacina. As mulheres com o sapinho na vagina transmitem a doença para seu parceiro. Por isso, o tratamento deve ser feito em ambos os cônjuges.

Sapinho, boqueira e assadura
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