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Quem tem medo da gripe?

Quem tem medo da gripe?

Em geral, as pessoas com resistência baixa, como os idosos, imunodeprimidos (aidéticos, portadores de leucemias, linfomas, etc.), neutropênicos (baixa de glóbulos brancos), portadores de doenças cardíacas, pulmonares e hepáticas, ou pela ingestão de certos medicamentos como cortisona, ciclofosmida, etc., estão mais sujeitas as gripes.

Os indivíduos adquirem resistência contra as viroses respiratórias através de sucessivas infecções, porém, com duração limitada (um ano), o mesmo ocorrendo com a vacinação é específica. As pessoas que vivem afastadas da civilização, como os índios, também são extremamente sensíveis, pagando imenso tributo pelo contato com a doença dos brancos.

Existem mais de 200 tipos diferentes de vírus respiratórios, sendo mais freqüentes os da influenza (gripe), rinovírus (resfriado comum), adenovírus, coronavírus e parainfluenza. As viroses respiratórias causam cerca de três doenças por pessoa por ano, com incalculáveis prejuízos para a economia, perda de aulas, etc..

Os vírus respiratórios difundem-se por meio de gotículas de saliva (aerosóis), produzidos durante espirros, tosse e ao falar ou, então, por contato com superfícies (toalhas, corrimão, maçanetas, etc.), previamente contaminadas com secreções.

As epidemias aparecem em intervalos regulares, usualmente no outono ou inverno. O frio facilita a disseminação dos vírus pela maior aglomeração das pessoas em ambientes fechados, como escolas, quartéis, casas de repouso, asilos, cinemas, aviões, etc..

Em idosos e crianças pequenas, a gravidade é maior em virtude do aparecimento de infecções bacterianas associadas, como os pneumococos, estafilococos e hemófilos, sob as formas de pneumonias, broncopneumonias, bronquites agudas, etc..

A gripe é provocada por três tipos de vírus – A, B e C, sendo os tipos A e B mais freqüentes com sintomas mais acentuados. O tipo A predomina nas epidemias, principalmente nas pandemias, percorrendo o mundo a partir de um foco inicial, geralmente na Ásia ou Austrália.

O período de incubação da gripe varia de um a quatro dias, aparecendo depois da febre elevada, tremores, dores musculares, congestão nasal, dores de cabeça e intensa prostração. Ainda tosse seca, irritativa, dor de garganta, coriza e, às vezes, náuseas com falta de apetite. A febre durante três a cinco dias, porém se persistir acima desse período deve-se pensar em complicações.

Assim, o diagnóstico é geralmente clínico, sem necessidade de exames laboratoriais. Os anticorpos protetores contra o vírus surgem durante a segunda semana, podendo ser dosados através de reações sorológicas. O tratamento é realizado com repouso, remédios para a tosse, febre e descongestionantes nasais. Atualmente surgiram duas substâncias: oseltamivir e zanamivir, com 74 e 84% de eficácia, que estão sendo utilizadas para reduzir o tempo da doença e melhorar rapidamente os sintomas. Os antibióticos só devem ser empregados na presença de infecções bacterianas associadas, pois os vírus não respondem a essas substâncias.

De modo geral, o prognóstico é sempre bom, durando o processo de três a sete dias. A pneumonia por influenza é pouco freqüente, mas sempre grave, podendo ser fatal em gestantes e portadores de doenças nas válvulas do coração. Por isso, a prevenção é fundamental, sendo realizada com medicamentos (amantadina e rimantadina) ou vacina polivalente, isto é, fabricada com os três tipos de vírus mais freqüentes no ano anterior. No ano de 1999, predominaram os tipos A – Austrália e Hong Kong.

A vacina permite imunizar 90% dos indivíduos contra os tipos A e B, por alguns meses até um ano. A imunidade é atingida cerca de duas semanas após a vacinação. Atualmente trabalha-se na confecção de uma vacina com vírus vivo, atenuado, administrada por via nasal. A população costuma rotular de “gripe” todas as viroses respiratórias, desde que o indivíduo apresente coriza, dor de garganta e tosse seca. A confusão aumenta quando o diagnóstico é de resfriado comum.

Dentro desta verdadeira salada de infecções respiratórias, a influenza é uma entidade bem caracterizada, que merece uma perfeita identificação.

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