Proteção Solar & câncer de pele

  Proteção Solar & câncer de pele

O sol costuma agredir intensamente a nossa camada protetora – a pele ou ategumento cutâneo. A agressão vai desde as diversas nuanças de queimaduras até o câncer de pele.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia lançou para o corrente ano o Programa Nacional de Controle do Câncer de Pele, com o seguinte slogan: “Sol na medida. Saúde na certa”. Tal programa visa fornecer subsídios aos leigos para melhor proteger sua pele contra o câncer.

A neoplasia de pele vem aumentando sua incidência em praticamente todo o mundo, com 1.200.000 casos novos por ano, somente nos Estados Unidos, e 10 mil óbitos. Entre nós, estima-se 100 mil novos casos a cada ano, mesmo conhecendo-se a causa e quem vai apresentar.

O câncer de pele é provocado principalmente por uma causa evitável, ou seja, a excessiva exposição ao sol sem a devida proteção, em indivíduos fenotipicamente predispostos (raça ariana, etc).

Entre os fatores de risco, citam-se: antecedentes familiares para câncer de pele, história de queimaduras solares, presença de sardas (manhas pardacentas), pele clara, incapacidade para bronzear e a presença de nevos pigmentados múltiplos.

Os nevos são manchas pequenas (6 mm), redondos, simétricos, bordas regulares e cor castanha ou escurecida na mesma tonalidade, localizando-se geralmente nas áreas de maior exposição ao sol. O nevo de cor café com leite é lembrado pelo povo como manchas de fígado ou parasitismo por verminose.

Trata-se de um acúmulo de pigmento melânico na camada basal da pele. A melanina provém da oxidação da tirosina, que é uma proteína elaborada pelos melanócitos ou melanoblastos. A melanina é composta por carbono (57%), nitrogênio (9%), hidrogênio (4%) e oxigênio (30%).

O sol, vitamina (A e C), hormônios, gravidez (cloasma) etc aumentam a quantidade de pigmento, tornando a pele mais escura. Os melanomas diferem dos nevos pigmentares por serem tumores extremamente malignos da pele, bordas irregulares com saliências e reentranças, variações de tons e diâmetro maior, localizando-se geralmente nos membros inferiores e genitais.

A lesão inicial cresce rapidamente, causando metástases em diversos órgãos (fígado, cérebro, pulmões etc). O nevo pigmentar apresenta sinais de transformação maligna quando cresce em extensão, torna-se sensível ou pruriginoso, mais pigmentado, adquire halo avermelhado, com ulcerações freqüentes.

O diagnóstico de melanona é realizado pela biópsia da lesão suspeita, pois o aspecto clínico pode enganar facilmente, em virtude da confusão com ceratose seborréica, lentigo e carcinoma basocelular pigmentado. O carcinoma é outro tumor de pele, podendo ser de dois tipos: baso ou espinocelular.

O baso apresenta-se como um módulo íntegro ou ulcerado, cor-de-pérola, com vasos finos na superfície (telangiectasias) e geralmente localizado na face, pescoço ou tórax, sendo o mais comum dos cânceres cutâneo. Já o espinocelular mostra-se como um nódulo quase sempre ulcerado e crostoso, localizado geralmente na face, com preferência pelo lábio inferior.

É o segundo tipo mais comum de câncer de pele, e se não diagnosticado e tratado adequadamente, pode causar metástases (disseminações).

Portanto, para o presente verão entrar na Campanha da Sociedade Brasileira de Dermatologia e se expor ao sol na medida certa, sempre com a proteção contra os raios ultravioletas. Assim, evitar o sol entre 10 e 15 horas, recreação na sombra, proteção opaca (camiseta e chapéu) e filtro solar (fator 15 ou mais).

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