Parar de fumar é fácil!

parar de fumar

Mark Twain, o grande escritor americano, teria dito “parar de fumar é fácil! Eu mesmo já consegui mais de mil vezes”.

Como todo vício, o controle tabagismo continua sendo o grande desafio para o fumante e para a saúde pública.

Na década de 90, observou-se uma redução significativa do número de fumantes (11%), porém o problema persiste como uma das maiores pandemias da história da humanidade.

A queda no número de cigarros fumados decorreu do aumento na tributação das vendas, do maior controle das propagandas e da maior conscientização da população sobre os riscos para a saúde. Com efeito, a fumaça ambiental do cigarro está associada ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, respiratórias e neoplásicas.

Realmente, a fumaça do cigarro é uma mistura complexa, constituída por mais de 4 mil elementos químicos, sendo difícil a identificação precisa do principal elemento envolvido na gênese dessas enfermidades. Parece que o principal elemento envolvido é a nicotina, todavia outros fatores têm sido relacionados ao desenvolvimento da dependência, como fatores psicológicos, culturais e sociais.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 4 milhões de pessoas morrem prematuramente no mundo por ano, em virtude do tabagismo.

Em média, o fumante morre cerca de 7 anos mais cedo do que o indivíduo não-fumante, sendo 40% por doenças cardiovasculares (aterosclerose, infartos, derrames, aneurismas e doença arterial periférica), 83% por neoplasias malignas dos pulmões e outras doenças pulmonares (desde um simples resfriado até pneumo-tórax, hemorragias, pneumonias intersticiais, asma brônquica e doença pulmonar obstrutiva crônica). Os tipos de tumores são diversos, variando de 2,1 a 27,5%, como o de boca (27,5% para o homem e 5,6% para a mulher), pulmão (22,4% e 11,9%), esôfago (7,6% e 10,3%), pâncreas (2,1 e 2,3%) e bexiga (2,9 e 2,6%).

Dos mais de 4 mil componentes da fumaça, pelo menos 50 substâncias já foram identificadas como cancerígenas. As crianças estão expostas à fumaça ambiental desde a vida intra-uterina, com comprometimento do desenvolvimento dos pulmões, maior reatividade dos brônquios, asma e apnéia do sono.

Por isso, podem apresentar, após o nascimento, mais episódios de asma, pneumonias e otites em relação às não expostas. Por outro lado, o Banco Mundial estima que as doenças relacionadas ao tabagismo sejam responsáveis por 6 a 15% dos gastos totais em saúde.

Portanto, o controle do tabagismo é de fundamental importância para a diminuição das doenças mencionadas e aumento da qualidade e tempo de vida da população. O grupo mais vulneráveis à aquisição do hábito de fumar é constituído pelos adolescentes, tendo em vista o perfil desses fumantes (auto-afirmação, imitação, público-alvo das campanhas publicitárias, falta de conhecimento dos malefícios da droga etc.).

Cerca de 80% dos adolescentes fumantes já tentaram parar de fumar pelo menos uma vez, dos quais 86,5% não conseguiram. “O processo de supressão do hábito de fumar e o controle da dependência à nicotina ainda representam um grande desafio”. Por isso, a grande maioria dos indivíduos que tenta parar de fumar apresenta recaída ao final de um ano de acompanhamento. Atualmente, existem diversos métodos que visam combater o tabagismo, como a reposição de nicotina (goma de mascar, adesivos, inalação etc.), medicamentos (bupropiona) e até psicoterapia. A informação pode ser compartilhada com os pacientes tabagistas através de diversos recursos, inclusive, a Internet. http://www.ash.org/

O controle do tabagismo no ambiente de trabalho é fundamental para a saúde das pessoas, existindo normas e regulamentos como, por exemplo, o Decreto nº 2.018, de 1º/10/96, que regulamenta a Lei nº 9.294, dispondo: Artigo 3º – É proibido o uso de produtos fumígenos em recinto coletivo, (…) e Artigo 4º – Nos hospitais, postos de saúde e nas repartições públicas federais.

Existem outros dispositivos legais federais, que restringem o fumo durante as viagens aéreas domésticas e internacionais, restaurantes, veículos coletivos etc..

O tabaco é originário do continente americano e as suas foIhas eram utilizadas pelos índios em rituais religiosos, com disseminação deste hábito pela Europa no século XVI. Todavia, o homem dito civilizado não precisa adotar as práticas silvícolas de nossos antepassados, absorvendo somente suas revigorantes tradições, como o uso de ervas, vida saudável etc..

A cruzada antitabagista não é só uma necessidade, mas questão de sobrevivência da própria espécie.

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