O risco da pressão alta nos idosos

O risco da pressão alta nos idosos

A pressão arterial aumenta progressivamente com o passar dos anos, em virtude do endurecimento das artérias. Todavia, 6% (60e 69 anos), 11% (70 e 79 anos) e 18% (acima dos 80 anos), apresentam os níveis pressóricos acima da normalidade (pressão sistólica acima de 160 mmHg a diastólica acima de 95), constituindo a pressão alta nos idosos.

A hipertensão arterial aparece em 14% dos homens e 23% das mulheres após os 65 anos de idade, sendo mais prevalente nos indivíduos da raça negra. Uma outra característica da pressão alta nos idosos é a sua labilidade, isto é, varia intensamente durante o dia.

Por isso, uma única tomada de pressão não deve ser considerada para o diagnóstico final.

A pressão arterial sistólica iso-lada nos idosos é responsável por diminuição dos anos de vida e por diversas complicações para o lado do coração e do cérebro.

Com efeito, o risco é de duas a oito vezes maior de morte cardiovascular e 2,5 vezes maior de acidente vascular cerebral (derrame, isquemia, etc.). A pressão alta é provocada por estresse, vida sedentária, obesidade, alcoolismo, ingestão aumentada de sal (principal motivo), e reduzida de cálcio, magnésio e potássio. A pressão decorre da existência de quatro fatores: 1º enrijecimento da parede das grandes artérias; 2º aumento da resistência arterial periférica (espessamento ou vasoconstrição da parede arteriolar); 3º aumento do tônus simpático, (hiperatividade do sis-tema nervoso simpático), e 4º alterações do debito cardíaco (maior volume).

Para a determinação adequada da pressão, o idoso deve perma-necer em repouso por 3 a 5 minu-tos (deitado), verificando-se a pressão nos dois membros supe-riores em posição supina e, a seguir, com o paciente em pé. A pressão deve ser medida pelo menos duas vezes durante o exame e em várias consultas, a fim de con-cluir-se pelo diagnóstico de pres-são alta.

Realmente pode ocorrer uma redução da pressão superior a 20 mmHg em 17,3% dos idosos, quando se faz múltiplas medidas. Em 7% dos idosos observa-se uma pseudo-hipertensão, por enrijecimento da artéria braquial por arteriosclerose.

A pressão alta produz nos idosos alterações do fluxo sanguíneo no cérebro, levando aos acidentes vasculares isquêmicos ou hemorrágicos (derrames).

O coração do indivíduo hipertenso sofre intensa sobrecarga, causando hipertrofia do órgão, coronariopatia (enfarte ou angina), insuficiência do coração e alterações do ritmo (arritmias). Em relação aos rins, ocorre uma redução progressiva da função, levando a graus variados de insuficiência renal. O tratamento, realizado com dieta com pouco sal, diuréticos, bloqueadores dos canais de cálcio e inibidores da enzima conversora visa manter a pressão sistólica abaixo de 160 rnmHg.

O idoso deve restringir a ingestão de sal a 5 g diárias (90 mEq de sódio), diminuir a obesidade, evitar a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas e praticar exercícios.

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