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No Inverno, voltam as gripes e resfriados

No Inverno, voltam as gripes e resfriados

Como sempre, no outono e inverno voltam as viroses respiratórias agudas, mais conhecidas por gripes e resfriados. Ocorrem em geral de três a seis epidemias por ano, com distribuição regional e sazonal, isto é, meses frios ou de chuva. Isso acontece pelas características dos vírus da gripe (influenza) e da anatomia das vias respiratórias.

Com efeito, os vírus da gripe (A, B e C) possuem duas glicoproteínas na superfície (hemaglutinina e neuraminidase), que respondem pela resistência dos indivíduos infectados ou vacinados. São responsáveis ainda pelas modificações genéticas desses vírus, conhecidos por subtipos, resultando em novos vírus que se espalham rapidamente na população sem resistência.

Os vírus de influenza A, embora se comportem como parasitas humanos, podem ocasionalmente, ser transmitidos do porco ou da galinha para o homem, criando novas variantes (vírus recombinado).

Neste século, apareceram cinco pandemias bem delimitadas de influenza, associadas às variantes antigênicas com a morte de 20 milhões de pessoas somente na epidemia de 1918 (gripe espanhola).

Recentemente, em Hong-Kong, foram dizimados milhares de frangos, em virtude do aparecimento de um novo vírus da gripe, extremamente agressivo.

Por outro lado, o interior das vias respiratórias é forrado de cílios cobertos de muco, que apresentam movimentos cíclicos durante a respiração, empurrando os vírus e bactérias para o aparelho digestivo, onde são mortos pela acidez do estômago.

O frio prejudica o funcionamento dos cílios, que retemos germes, abrindo caminho às infecções.

A poluição nas grandes cidades, ao lado do ar seco e do ar-condicionado, ressecam o muco, contribuindo para o aumento das gripes. Os vírus novos entram pela boca e nariz, disseminandos pelo organismo e causando inflamações nas vias respiratórias (nariz, garganta, faringe, laringe, brônquios e pulmões). Portanto, a transmissão é inter-humana através da saliva, que funciona como verdadeiros aerossóis virais, espalhando-se rapidamente na população.

As pessoas fortes, com a imunidade em bom estado, não sofrem nada. Todavia, as fracas desenvolvem doenças, com neutralização pelo organismo entre sete e dez dias. Desta forma, em de quinze a vinte dias, a epidemia já fez numerosos doentes, diminuindo lentamente sua força, com desaparecimento em torno de 30 a 45 dias.

Com uma nova onda de frio e com vírus diferentes, surgem novas epidemias, com nomes sugestivos. A última foi batizada de ‘tiazinha’, pois bate e leva o indivíduo para a cama, o portador da gripe apresenta febre, calafrios dor-de-cabeça, dores musculares, mal-estar, falta de apetite, dor de garganta, tosse seca, coriza e intenso desânimo, com duração de três a cinco dias.

O atuaI vírus da gripe, é muito agressivo, causando inflamação da laringe, com tosse rouquidão. Ao contrário do que acontece normalmente, pode levar até três semanas para ser neutralizado pelas defesas do organismo. A sua longa permanência permite infecções secundarias em 20 a 30% dos casos por bactérias, causando sinusites e pneumonia. O resfriado comum se manifesta com bom estado geral sem febre ou febre baixa, coriza e garganta irritada, durando de um a três dias.

O tratamento das viroses respiratórias é realizado através de medicação automática, não devendo ser utilizados antibióticos. A prevenção é feita com vacina contra a gripe, que deve ser tomada no início do Outono, pois leva quinze dias para produzir resistência (anticorpos). Sua eficácia é de 90% e geralmente sem efeitos colaterais.

Porém a proteção dura somente um ano. A proteção com roupas quentes é importante, pois o frio provoca contração dos vasos sanguíneos periféricos, inclusive nas mucosas, causando queda da resistência nesses locais.

Ajudam na prevenção uma alimentação saudável, com cereais, frutas e verduras, andar para diminuir o estresse e evitar substâncias que irritam a garganta e as mucosas do nariz, corno fumo e bebidas geladas.

Como a gripe é disseminada pelo contato entre pessoas, em caso de epidemia deve-se evitar aglomeração em ambientes fechados, como escola, quartéis, etc..

Finalmente, existe uma droga chamada amantadina ou rimantadina, que é eficaz na cura e prevenção da gripe, podendo ser utilizada nas pessoas de alto risco (idoso, cardíacos, pessoal da Saúde Pública, Forças Atinadas, etc.), que não foram vacinadas.

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