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Leptospirose – ou febre das enchentes

Leptospirose – ou febre das enchentes

As enchentes são necessárias para evitar o “apaguão” . porém trazem numerosas enfermidades, como as leptospiroses, febre tifóide, hepatite etc.

A febre das enchentes também chamada de leptospirose, doença dos ratos, febre dos arrozais etc., aparece com as enchentes em virtude da mobilização dos ratos escondidos nas galerias, casas abandonadas, ceIeiros, depósitos de cereais, padarias, etc. É extremamente grave e mortal em 15% dos casos. Por isso, todo cuidado é pouco.

De 5 a 60% dos ratos podem albergar bactérias do gênero Leptospira na sua urina, disseminando a infecção para outros animais e o próprio homem.

Existem mais de 300 espécies de leptospiras sendo a copenhageni do sorogrupo icterohaemorrhagiae-o tipo predominante em São Paulo (78% dos casos).

Tal germe vive por semanas em água doce e saIgada, leite pasteurizado, etc., tem forma de saca-rolha que facilita sua penetração através da pele. Por isso, a maioria dos animais domésticos e silvestres pode transmitir a doença para o homem, mas principalmente o cão, pelo intenso contato domiciIiar.

A contaminação ocorre por contato direto com sangue, tecidos ou excretas dos animais ou, por via indireta, através da água e solo contaminado. Também existe a possibilidade de contágio acidental em laboratório ou por mordedura de rato(criança no berço), assim como, por poluição com urina de fontes hídricas (poços, nascentes etc).

Portanto, o homem se infecta ao lidar com animais, contato com águas contaminadas, andando descalço em solo úmido e lamacento, nadando ou pescando em rios e lagoas, ou ainda, durante atividades profissionais (trabalhadores em água e esgoto, mineiros, plantadores de cana, arroz, etc.).

Em Sorocaba encontramos 10% de soro-positivos em trabalhadores do Serviço Autônomo de Água e esgoto – SAAE. Enquanto na cidade de São Paulo – 28,5% estão contaminados, com 400 casos da doença por ano, sendo 70% entre janeiro e abril.

No início, a leptospirose é parecida com gripe forte (febre alta, dores generalizadas, fraqueza, falta de apetite, dor de cabeça etc.), após um período de incubação de oito dias em média. Depois os rins ficam preguiçosos e deixam de produzir urina (insuficiência renal), ou então. assume o aspecto de meningite com cefaleia, vômitos e rigidez do pescoço.

Todavia, o que mais chama atenção na enfermidade é a icterícia (cor amarela-avermelhada da pele), além das muItipIas hemorragias e dores musculares intensas, principalmente nas panturrilhas.

Assim, é facilmente confundida com as hepatites, septicemias, febre amarela, febres hemorrágicas etc. A gravidade varia de uma simples gripe até formas fatais com 5 a 15% de mortalidade.

A confirmação laboratorial é realizada com exames de sangue, como o teste de soroaglutinação etc., enquanto o tratamento é feito com antibióticos (penicilinas e derivados) na fase inicial da enfermidade.

Na fase de localização da bactéria (meninge, fígado, rins, pulmões, etc), os antibióticos não funcionam, utilizando-se todos os recursos para manter o paciente vivo, como internação em UTI, hemodiálise, etc.

A prevenção da febre das enchentes visa evitar o contato do homem com o germe por meio do uso de botas, sapatos, luvas etc., aplicação de antibióticos e vacina que infeIizmente, não está disponível entre nós.

Nunca se deve esquecer que todos os animais podem transmitir a infecção para o homem, mas o rato é o principal reservatório da bactéria na natureza, eliminando as leptospiras através da urina por toda vida, sem ficar doente (portador assintomático ou são).

Com as enchentes o perigo aumenta, devendo os moradores de casas sujeitas à inundação redobrar seus cuidados e procurar os postos de saúde nos casos de gripes fortes e duradouras.

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