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Diabetes

I – Diabetes – O que é?

O corpo humano necessita de energia o tempo todo para funcionar. Essa energia medida em calorias é retirada dos alimentos. A maior parte dos alimentos que comemos se transformam em glicose, que é liberada para a corrente sanguínea. A glicose é o que vai dar a energia que o corpo precisa, mas para passar da corrente sanguínea para as células, onde a glicose se transforma em energia, é necessário a insulina, que é produzida pelo pâncreas. Quando o pâncreas deixa de produzir parcialmente ou totalmente a insulina, a pessoa torna-se diabética. Esta condição foi estabelecida pela Organização Mundial de Saúde a partir do diagnóstico, através de exame de sangue, onde o valor da glicemia de jejum ultrapassa 126 mg/dl. O valor da glicemia, para as pessoas normais oscila entre 70 e 110 mg/dl. O diabetes atinge entre 7 e 10% da população brasileira na faixa etária entre os 30 e 69 anos, atingindo cifras próximas de 20 % na população acima de 70 anos. No Brasil estima-se que existam 5 milhões de pacientes diabéticos. Metade das pessoas que tem diabetes não sabem, uma vez que o diabete geralmente evolui silenciosamente sem produzir sintomas de maior intensidade podendo ser identificado somente quando surgir uma de suas complicações crônicas. O diabetes atinge a todos, adultos, crianças, homens, mulheres, ricos, pobres, qualquer raça ou religião, sem distinção. Quase ¼ da população diabética não faz nenhum tratamento, relegando o paciente ao risco de complicações, perda de qualidade de vida e custo elevado para o sistema público de saúde. Tal situação sugere urgentes e decisivas providencias para minimizar esta situação e reverter a médio e longo prazo esta dura realidade.

II – Tipos de Diabetes

Os tipos mais comuns de diabetes são:

Diabetes tipo 1 – É o diabetes que se manifesta na criança, no adolescente ou no adulto jovem, geralmente antes dos 20 anos, porém existem algumas exceções. O diabetes tipo 1 representam cerca de 10% dos casos, os sintomas, aparecem de forma radical e de fácil identificação, a pessoa perde peso rapidamente, tem muita fome, apresenta um processo urinário intenso e por conseqüência toma muito líquido, tem muito cansaço, pode apresentar visão turva e irritação na pele. A causa nem sempre esta ligada a herança familiar, as teorias mais evidentes é que o próprio organismo produz algum anti-corpo que mata as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina, obrigando ao uso de insulina artificial, injetável, aplicada de uma a três vezes por dia em locais pré estabelecidos.

Diabetes tipo 2 – É o diabetes que se manifesta no adulto, geralmente com mais de 30 anos, tem ligação direta com herança familiar, obesidade e sedentarismo. Os sintomas, na maioria das vezes são difíceis de identificar e a pessoa acaba convivendo, por longos períodos sem manifestação ou sintomas que são confundidos com outros problemas, mas o diabetes é uma doença degenerativa e muitos diagnósticos aparecem através das complicações, daí a importância da realização de exames anuais nas pessoas dos grupos de risco. Cerca de 90 % dos diabéticos são do tipo 2 e mais de 45% não sabem ter a doença. No diabetes tipo 2, o pâncreas ainda produz insulina, mas em quantidade ou qualidade insuficiente para atender as necessidades do corpo.

Diabetes gestacional – É o diabetes que aparece durante a gravidez e na maioria das vazes desaparece após o parto, porém o acompanhamento médico tem que ser rigoroso, até com a introdução de insulina, para controle da glicemia e exames nos olhos, para controlar e tratar se necessário a retinopatia que pode aparecer e lesar a visão.

III – Como tratar o Diabético

Diabetes tipo 1 – Aplicar de insulina, conforme orientação médica, eliminar a ingestão de açúcar, seguir o plano de alimentação determinado pelo médico ou nutricionista, praticar exercícios físicos regularmente, aprender tudo sobre o diabetes, sintomas de alterações e como cuidar, participar de grupos de apoio ou associações pode ajuda-lo a conviver e aceitar a doença. Durante o tratamento, a critério do médico, outros medicamentos poderão ser acrescentados, porém nenhum deles substitui a insulina.
Obs.: Fazer exame preventivo de fundo de olho uma vez por ano.

Diabetes tipo 2 – Em alguns casos, ingestão de comprimidos conforme orientação médica ou depois de alguns anos de diabetes a insulina poderá ser prescrita pelo médico. Eliminar a ingestão de açúcar, seguir o plano de alimentação prescrito pelo médico ou nutricionista, praticar exercícios físicos regularmente, aprender tudo sobre diabetes, sintomas das alterações e como cuidar. Participar de grupos de apoio ou associações pode ajudá-lo(a) a aceitar e conviver com a doença.
Obs.: Quando do diagnóstico, consultar um oftalmologista para avaliar o fundo de olho, iniciar tratamento se for necessário e uma vez por ano fazer refazer o exame.

Diabetes gestacional – Seguir rigidamente as orientações médicas.

IMPORTANTE: O único medicamento que consegue reduzir a glicose no sangue é a insulina, os medicamentos via oral agem no pâncreas para produzir mais insulina ou inibir a absorção de glicose pelo organismo. Nenhum tratamento alternativo com chás, simpatias, crenças,… cura ou melhora o diabetes que é uma doença que ainda não tem cura, mas tem tratamento, só depende do diabético assumir a doença como uma nova forma de viver.

IV – Complicações causadas pelo Diabetes

O diabetes, por ser uma doença degenerativa. Quando não diagnosticada ou não tratada adequadamente, leva o portador a serias complicações, das quais destacamos:

Perda de visão – É a segunda causa de cegueira no mundo por doenças não tratadas.

Hiperglicemia – Glicemia acima de 200mg/dl.
Hipoglicemia – Glicemia abaixo de 70mg/dl

Insuficiência renal – Cerca de 40% das pessoas que fazem diálise ou hemodiálise, são diabéticos que não sabiam ou não se cuidaram.

Amputações de dedos pés e pernas – É uma das principais causas de amputações devido a falta de circulação, ferimentos não tratados e gangrena.

Problemas cardíacos – Por provocar arteriosclerose (entupimento de veias), causa hipertensão, aumenta o colesterol e por conseqüência os problemas cardíacos. O fumo é um grande inimigo do diabético, agravando ainda mais os problemas cardíacos.

As complicações causadas pelo diabetes causa perda gradual da qualidade de vida, muito sofrimento, dificuldades para a família, tira o individuo do mercado de trabalho, aumenta o número de dependentes do INSS, aumenta o atendimento nos órgãos de saúde pública, aumenta o consumo de medicamentos e o custo para os Serviços de Saúde. O diagnóstico precoce, o inicio do tratamento e o atendimento adequado do diabético, com a formação de equipes multidisciplinares de saúde, consultas periódicas, fornecimento da medicação correta e constante, dará a ele uma grande chance de evitar as complicações e ter qualidade de vida. Para os órgãos de saúde, indica uma significativa redução de custo.

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