Conheça as causas da cistite da lua-de-mel

Conheça as causas da cistite da lua-de-melAs relações heterossexuais podem causar infecções das vias urinárias no sexo feminino. Aliás, tal associação já e conhecida do povo há muito tempo, que criou a expressão “cistite da lua-de-mel”, relacionando o ato sexual com a inflamação da bexiga.

De modo geral, 30% das mulheres têm aumento da concentração de germes na urina após uma relação sexual, com sintomas ou não (assintomática). Observou-se também, que as freiras apresentam menos germes na urina em relação às outras mulheres com vida sexual ativa.

O risco de contaminação das vias urinárias apresenta relação com o ato sexual recente, uso de preventivo com espermicida e passado de infecções repetidas.

Ainda não se conhece a relação da infecção com a posição na cópula, tipo de prática sexual ou freqüência do ato, porém a vaginose bacteriana (infecção da vagina) aumenta os casos de cistite aguda.

Da mesma forma, as mulheres sexualmente ativas na pós-menopausa têm freqüentes episódios de cistite, que podem ser evitados com reposição de hormônios locais (cremes vaginais de estrógenos).

As infecções das vias urinárias são responsáveis por cinco milhões de consultas particulares ao ano nos Estados Unidos, o mesmo devendo acontecer entre nós.

Infecção do trato urinário significa a presença de germes nas vias urinárias, incluindo-se bexiga (cistite), sistema coletor de urina e rins. A maioria das infecções é agenciada pelas bactérias, como a Escherichia coli, proteus, pseudomonas e estafilococos, ou mais raramente, por fungos (Cândida albicans) e vírus.

Normalmente, a urina é estéril e nela a presença de bactérias tem o nome de bacteriúria. Fala-se em bacteriúria real e não contaminação durante a colheita, quando o número de germes na cultura é superior a 100 mil/ml. A infecção pôde ser sintomática ou sem sintomas, como nas gestantes e idosos.

O portador de cistite, se queixa de dor (ardência) no início, durante ou após a micção, urgência para urinar, desconforto em cima da bexiga e micções freqüentes, mas em pequenas quantidades, dando a sensação de bexiga sempre cheia.

Às vezes, a urina é turva ou com sangue, de cheiro intenso, porém sem febre. No exame dessas mulheres nada se encontra, mas pode excluir uma vaginite, cervicite (colo do útero) ou infecção vulvar (parte externa da vagina).

A dor na micção (disúria) aparece por irritação mecânica (traumatismos, cálculos, etc.) ou química (álcool, medicamentos, etc.), alergia (camisinha, esperma do marido, etc.), vulvovaginites e uretrites (tricomonas, sapinho, herpes simples, gonorréia, etc.), causando confusão com as cistites

A disúria também pode ocorrer na ausência de bacteriúria, sendo rotulada de síndrome uretral aguda (50% das mulheres). Ainda, 30% das mulheres com urina estéril na cultura podem estar infectadas por outros germes. como cIamídias, tricomonas, ureaplasma, etc..

A infecção do trato urinário superior tem o nome de pielonefrite, resultando da inflamação nos rins. Tal inflamação também pode apresentar os mesmos sintomas de cistite, como a disúria polaciúria (urinar muitas vezes), nicrúria (à noite), etc., porém com febre alta, calafrios e dores nos rins.

Os germes causadores de cistite provêm da flora intestinal normal, vagina e pele do períneo da mulher A E. coli é o germe mais comum, sendo responsável por 85% das infecções urinárias adquiridas após o coito, vindo depois o estafilococo epidermidis e saprofíticus que vivem na pele.

Nas mulheres, a uretra é mais curta e suscetível à contaminação durante a atividade sexual, massagem uretral (masturbação) ou mesmo durante a micção, pela flora que vive na pele do períneo (entre a vagina e ânus).

Na verdade, as mulheres mais sensíveis ás infecções urinárias recorrentes apresentam o intróito vaginal mais colonizado por bactérias (E. coli, enterococos, etc.) do que por lactobacilos, que normalmente constituem a flora vaginal.

A urina e a bexiga possuem vários mecanismos de defesa contra as infecções. Todavia, o atrito do pênis contra a parede da vagina e outras práticas sexuais (oral, anal, etc.) facilita a contaminação, provocando a cistite das numerosas “luas-de-mel”.

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