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Câncer de Próstata – Um tumor silencioso

Câncer de Próstata - Um tumor silencioso

Em 80% dos casos, câncer de próstata cresce de forma lenta e silenciosa, tornando difícil seu diagnóstico. Nos 20% restantes, ocorre uma certa dificuldade para urinar.

O crescimento deste tumor é paulatino, dobrando de tamanho a cada dois anos, até ultrapassar os limites da glândula e espalhar-se com rapidez por todo organismo. Neste estágio, na maioria dos casos é incurável. As metástases deste tumor atingem principalmente os ossos, provocando dores intensas nas costas e pernas.

A próstata é uma glândula de 2,5 centímetros de diâmetro, sendo responsável pela secreção de um liquido que serve de veículo aos espermatozoides. Até a década de 70, o câncer de próstata aparecia somente a partir dos 65 anos de idade, sendo que atualmente podem ser observados na faixa dos 50 anos.

Nos Estados Unidos, o tumor mata um homem a cada catorze minutos. Entre nós, é o segundo na lista dos mais freqüentes e o terceiro no rol dos mais letais. A única arma eficaz contra este câncer, até meados dos anos 90, era o diagnóstico precoce. No momento, tem grande importância a alimentação, principalmente a dieta “americanizada” (alto teor de gordura) nas grandes cidades.

Com efeito, o excesso de gordura presente em certos alimentos (carne vermelha, leite e derivados, etc.) aumenta os níveis de uma enzima que ativa a produção do hormônio testosterona. A produção aumentada do hormônio masculino intensifica a proliferação das células prostáticas, provocando câncer em pessoas predispostas.

Por outro lado, uma dieta rica em fibras é de grande valia na prevenção, pois não sendo digeridas pelo organismo funcionam como uma espécie de esponja, que absorve e elimina os compostos que estimulam o crescimento do tumor, como os hormônios (testosterona) e toxinas.

O uso indiscriminado da testosterona sintética também pode causar o câncer. Aliás, tal hormônio vem sendo utilizado sob diversas formas (adesivos, injeções e pílulas), como panaceia para problemas que surgem com a idade, como a diminuição da libido e a perda de massa muscular.

Um outro fato determinante do câncer de próstata é a genética. Realmente o fator hereditário é decisivo na instalação do tumor, pois o perigo duplica para filhos e irmãos do portador, aumentando cinco vezes se o avô ou um tio sofreram ou sofrem da neoplasia.

Quando o tumor é detectado na fase inicial, as possibilidades de cura variam de 70 a 90%. Dai a importância dos exames preventivos (toque retal e PSA), que devem ser feitos anualmente, a partir dos 40 anos nos homens com histórico familiar da doença e em todos, a partir dos 50 anos.

Apesar de desconfortável, o toque retal é a técnica mais eficaz para identificar alterações no tamanho e consistência da próstata, pois quanto mais volumosa e dura maior o risco de câncer.

Por vergonha e constrangimento, muitos homens se recusam a fazê-lo, pagando um preço extremamente alto pelo valor excessivo de pudor. O PSA é uma proteína produzida pela próstata, com a finalidade de liquefazer o esperma após a ejaculação.

A sua dosagem no sangue permite suspeitar de tumores de tamanho reduzido, que escapam ao toque retal. O valor normal varia de 0 a 4 ng/ml, sendo de 4 a 10 – suspeito, de 20 a 30 com boa chance de tumor e acima de 20, quase certeza.

A retirada da próstata para tratamento de câncer pode deixar algumas sequelas. Com efeito, entre 50 e 55 anos de idade, 40% dos pacientes prostatectomizados ficam com algum grau de impotência sexual, aumentando para 80% acima de 65 anos.

Os homens precisam, assim, deixar a vergonha de lado e pensar duas vezes no churrasco do fim de semana, sob pena e risco de desenvolver um inimigo mortal.

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