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Brasil – liderança mundial no combata à Aids

O programa brasileiro de tratamento gratuito para combate à Aids é um modelo de eficiência que está sendo copiado e imitado por numerosos países, particularmente da África. Realmente, nenhum outro país avançou tanto na frente de batalha contra a terrível virose, que em vinte anos já matou 22 milhões de pessoas, sendo 113 mil somente entre nós. No mundo existem 36 milhões de pessoas infectadas pelo HIV, sendo mais de 530 mil no Brasil, que apresenta 100 mil casos notificados.

Em Sorocaba, de 1985 a 2000, tivemos 1716 casos registrados, sendo 41,5% entre usuários de drogas injetáveis, 31,5% de heterossexuais, 11,5% de homossexuais, 3,2% de recém-nascidos, 1,5% por transfusão de sangue e 10,5% de causa desconhecida. Em relação ao sexo, assistimos a um aumento assustador entre as mulheres, cuja proporção é de 2/1. Com efeito, em nossa cidade, existem 70% de homens contaminados contra 30% de mulheres, numa relação 2,3 casos de homens para cada mulher.

A história do combate à Aids é um relato de vitórias para o nosso País. Com efeito, a política de distribuição de medicamentos anti-retrovirais e o incentivo à produção de drogas genéricas mais baratas, permitiu ao País reduzir a taxa de mortalidade em 50%, sendo um modelo mundial de contenção da doença.

Enquanto países como os Estados Unidos investiram pesado em pesquisa científica e campanhas de prevenção, o Brasil desenvolveu uma estratégia de tratamento baseada no princípio de livre acesso aos medicamentos. Entre nós, o tratamento da virose sempre foi considerado um direito e obrigação do Estado. Tudo começou em 1987, quando surgiu o AZT, vindo depois as demais drogas (mais de treze), que fazem parte do coquetel.

Tal política foi combatida pela comunidade científica e pelos órgãos de saúde internacionais, que não acreditaram na substituição da prevenção pelo tratamento a longo prazo, como forma de cercear a disseminação da enfermidade. Em 1994, o nosso País ganhou um novo inimigo no cenário mundial – a indústria farmacêutica, pois passou a produzir as formas genéricas dos medicamentos, a fim de baratear os custos de produção. Dizia-se que o Brasil não tinha capacidade técnica ou infraestratura laboratorial para produzir e supervisionar o uso dos coquetéis podendo criar uma suposta resistência biológica aos medicamentos, que se espalharia pelo mundo. Sem falar na pirataria das patentes dos remédios, que motivou uma queixa dos Estados Unidos contra o nosso País na Organização Mundial do Comércio. Desta forma, os anti-retrovirais nacionais, cerca de 70% mais baratos, permitiram ao governo ampliar o atendimento e controlar a epidemia.

Por outro lado, quebramos o mito de que países pobres, como os da África, não tem competência para usar as drogas, pois conseguimos um nível de aderência ao tratamento idêntico ao americano e a resistência aos medicamentos é igual aos níveis registrados no resto do mundo.
Por meio dos genéricos, o Ministério da Saúde contabiliza uma economia anual de R$ 370 milhões com a produção nacional e as reduções de preço negociadas com laboratórios estrangeiros. Dos 13 anti-retrovirais que compõem o coquetel antiaids, 8 são fabricados no Brasil, utilizando matéria-prima importada da Índia e China. Com isso o nosso País conseguiu reduzir pela metade o número de mortes, aumentar o tempo de sobrevida (meses para mais de 10 anos) e a queda de 80% nas internações hospitalares decorrentes de enfermidades oportunistas.

Também tivemos sucesso na taxa de transmissão vertical (mãe para o filho), pois de cada dez mães infectadas pelo HIV, seis deixaram de transmitir o vírus com o tratamento preventivo com AZT.

Em Sorocaba, as taxas foram, ainda, mais expressivas, pois 82% dos recém-nascidos de mães aidéticas tratadas durante a gestação, não adquiriram a infecção. Todos esses resultados são pequenas conquistas dentro da vitória geral na luta contra o maior flagelo do século XX. Nos últimos anos, o programa brasileiro ganhou espaço na mídia internacional, colocando o nosso País como referência e expectativas do mundo. Mas a resistência dos países ricos continua, liderada pelos Estados Unidos e o lobby da indústria famacêutica.

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