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Gravidez, diabetes e seus pés

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Há tantas mudanças que o corpo sofre durante a gravidez que se torna fácil ignorar as mudanças nos pés.

Durante a gravidez, o corpo libera hormônios que permitem que os ligamentos relaxem no canal do parto. Os ligamentos nos pés também relaxam, fazendo com que o pé se alongue e se alargue.

Muitos se queixam de um aumento do número do calçado em um ou dois números. Na maioria das circunstâncias, esse achatamento e alargamento dos pés são benignos e não resultam em problemas.

No diabético, essa mudança no tamanho do pé é importante para reconhecer a doença. Apesar do aumento no dos pés, muitas mães continuarão a usar o mesmo tamanho de sapatos. Porém, em um diabético, sapatos apropriados são de extrema importância.

O aumento da pressão no pé pode causar áreas de atrito ou irritação e potencialmente resultar em ulceração. Uma vez que há uma ulceração, há risco de infecção, atraso na cicatrização e outras complicações do pé diabético.

A neuropatia diabética é o maior fator de risco para o desenvolvimento de ulcerações nos pés. Neuropatia é a perda de sensibilidade nos pés comumente causada pelo diabetes.

Muitos indivíduos desenvolvem neuropatia antes de serem diagnosticados com diabetes. Outros desenvolverão neuropatia anos após de terem sido diagnosticados com diabetes.

Felizmente, o diabetes gestacional não é tipicamente associado à neuropatia.
Infelizmente, os diabéticos tipo I desenvolvem neuropatia muito mais cedo do que os diabéticos tipo II e podem ter neuropatia durante a gravidez. Independentemente do tipo de diabetes, ainda é extremamente importante ter os pés avaliados para avaliar o estado dos nervos. Até mesmo a neuropatia leve aumenta o risco de ulceração. O uso de sapatos muito pequenos provoca um aumento da fricção e um aumento do risco de quebra da pele.

O uso de sapatos apropriados durante e após a gravidez é de particular importância. Embora os ligamentos relaxem no pé durante a gravidez, eles não ficam relaxados. O pé pós-gravidez está em maior risco de desenvolver problemas nos pés.

Existem vários motivos que contribuem para o aumento do risco. O pé achatado coloca tensão excessiva no ligamento que sustenta o arco.

O ganho de peso da gravidez coloca excesso de estresse nos pés. Mães também estão carregando seu bebê, peso adicional que transmite para os pés. As mães ficam em casa com mais frequência e andam de chinelos e sapatos flexíveis que geralmente não dão apoio.

Para diminuir suas chances de problemas nos pés durante e após a gravidez, siga estes passos:

1. Verifique seus pés todos os dias: Esta é uma necessidade absoluta se você é diabético tipo I ou se você diagnosticou neuropatia. É um bom hábito para praticar. Procure por cortes, feridas, contusões, aberturas ou áreas de irritação.

Lembre-se, se seus nervos não estão funcionando corretamente, então você pode não sentir tudo em seus pés. Se você não conseguir alcançar seus pés, peça a um membro da sua família que marque seus pés ou coloque um espelho no chão e coloque os pés sobre ele.

2. Verifique seus sapatos antes de colocar o pé neles.

pés diabetes e gravidez3. Não ande descalço: use um sapato que lhe dê apoio, que tenha uma sola rígida e dobre somente onde o pé se dobra (nos dedos). Se um sapato parecer muito apertado, encontre um chinelo que tenha uma sola semi-rígida, ou tente um sapato com uma sola mais rígida. O aspecto restante do sapato pode ser macio e flexível e permitir o inchaço, mas a sola deve ser rígida do calcanhar à ponta do pé.

4. Compre sapatos que se ajustem aos seus pés: Esteja ciente das mudanças que seus pés estão passando. Os pés provavelmente estão se alargando e se alongando. Certifique-se de que os sapatos não prendam os dedos dos pés. Seus pés não encolherão depois do nascimento.

5. Cuidado com as dobras nas meias: uma dobra simples pode causar atrito ou irritação nos pés. O inchaço será maior no final do dia e o pequeno vinco que não incomodou de manhã pode esfregar uma ferida aberta ou bolhas nos dedos dos pés. Consequências graves em diabéticos podem incluir ulceração e infecção.

6. Seque os pés e entre os dedos dos pés após as chuvas: o aumento da umidade entre os dedos pode levar à quebra da pele e ulceração eventual.

7. Não seja uma vítima da moda: a maioria das mães evita a moda durante a gravidez, mas muitas tentam não, elas optam por calçar sapatos de salto alto o que coloca pressão excessiva sobre a ponta dos pés, provoca cãibra nos dedos dos pés e aumenta as chances de torções de tornozelo.

8. Teste a água do banho antes de entrar: Se você tiver neuropatia, não reconhecerá quando a temperatura estiver muito alta. Verifique a água inserindo a mão na água até a profundidade do pulso.

9. Não use uma bolsa de água para aquecimento em seus pés: Embora a ideia de calor em seus pés possa soar como calmante após um longo dia, o calor aumentará o inchaço e a inflamação. A bolsa de água quente pode causar queimaduras em quem tem neuropatia.

Os pés doloridos respondem melhor ao gelo. Role o pé sobre uma garrafa de água esportiva congelada para ajudar a aliviar a dor no arco. Use uma meia enquanto faz isso e não coloque gelo diretamente em seus pés.

10. Não use qualquer medicação na pele: tenha cuidado com medicamentos tópicos durante a gravidez e durante a amamentação. Consulte o seu médico antes de usar.

11. Visite o seu podólogo: Ao primeiro sinal de um problema, marque uma consulta com o seu podólogo. A prevenção é muito mais fácil que o tratamento.

Manchas na pele: o que fazer?

Manchas na pele: o que fazer?

Existe uma grande variedade de manchas na pele causadas por alteração de um pigmento – melanina (vitiligo), por infecções (vírus, bacterias e fungos), distúrbios hormonais (cloasma), vasculares (púrpuras), tumorais (melanonas) e até por influência do sol (sardas). De todas essas manchas, as mais freqüente são as micoses superficiais de pele, como a pitiríase versicolor e as tinhas.

A pitiríase se caracteriza por manchas brancas ou café com leite, no pescoço, membros superiores e tronco, discretamente pruriginosas. O povo faz o diagnóstico de “bichas” (lombrigas) ou problemas de fígado, mas, é causada por um fungo de nome estranho – Malassezia furfur.

Aparece ou piora no verão sendo o contágio facilitado pelo calor, suor, sebo, e predisposição individual. O fungo vive na pele e quando penetra na camada córnea provoca mudanças na cor (versicolor) ou hipocromia, assim como, descamações. O quadro é benigno, mas, causa grande desconforto pelo problema estético.

O diagnóstico pode ser confirmado, colando uma fita adesiva na mancha e reconhecendo o fungo no microscópio. O tratamento é feito com antimicóticos locais ou por via oral, como o cetoconazil, itraconazol, etc.. Apesar do tratamento e da eliminação do fungo, a mancha pode persistir por longo período.

As tinhas ocorrem no cabelo, corpo, dobras, pés e unhas. São causadas por fungos conhecidos por dermatófitos, sendo descritas 40 espécies, porém, somente 11 infectam o homem. Na cabeça (tinea capitis) provoca uma área sem cabelos (tonsurante) bem definida, com vermelhidão, descamação e restos de cabelos comprometidos.

É causada por fungos dos gêneros Trichophyton e Microsporum. A forma tonsurante acomete somente crianças, sendo extremamente contagiosa, principalmente em ambientes confinados (creches, instituições. etc.).

Na puberdade, a cura é espontânea por causa de fatores horrnonais, porém, nos adultos e idosos, deve-se pesquisar a queda da resistência. No corpo, as manchas são avermelhadas com centro claro e borda alta, ocorrendo no tronco e membros. É freqüente nas crianças, quando pode atingir a face e as mãos, sendo confundida com alergia, pois é muito pruriginosa.

A tinha das dobras (tineas cruris) localiza-se na região inguinal, períneo e dobra perineal, sob a forma de placa avermelhada, descamativa e com sensação de queimação ou coceiras. Nos pés, a localização mais comum é entre os dedos, com descamação, erosão e maceração, por assentamento de bactérias.

É muito comum devido ao uso de calçados fechados (tênis) e utilização de sanitários públicos (clubes e academias de esporte). Na superfície plantar do pé (côncava) pode aparecer nas formas escamosa e disidrosiforme, com formação de bolhas, altamente pruriginosas. O povo confunde facilmente com ácido úrico ou alergia.

Nas unhas, recebe o nome de onicomicoses. O diagnóstico das tinhas é feito com exame micológico direto do cabelo, das lesões do corpo, dobras, etc.. Na dúvida faz-se cultura e isolamento do fungo. No tratamento das micoses de pele é fundamental os cuidados gerais de higiene, mantendo a área seca após o banho e usando roupas leves e soltas. Os pés devem ser secos, limpos e arejados, evitando calçados de sola de borracha e fechados (preferência por sandálias).

Na tinha do cabelo o tratamento sistêmico (via oral) é a única terapêutica disponível, porém, nas demais formas de tinha, pode-se associar antifúngicos locais, como cetoconazol, clotrimazol, itraconazol, isoconazol, ciclopirox olamina e terbinafina. O importante é o prazo, que vária de 7 a 30 dias, conforme a localização. Ainda, não interromper o tratamento logo nos primeiros sinais de desaparecimento das lesões.

Não esquecer que as manchas de pele por micose tornam-se mais nítidas ou exuberantes no verão (calor) e desaparecem ou ficam latentes no inverno.

Sempre é bom lembrar que as saunas, piscinas, academias, etc., são locais de contaminação em potencial, devendo-se exigir exames médicos dos frequentadores e isolamento dos portadores. Também, não confundir com as “bichas” ou problemas hepáticos, que não dão manchas na pele.

No Inverno, voltam as gripes e resfriados

No Inverno, voltam as gripes e resfriados

Como sempre, no outono e inverno voltam as viroses respiratórias agudas, mais conhecidas por gripes e resfriados. Ocorrem em geral de três a seis epidemias por ano, com distribuição regional e sazonal, isto é, meses frios ou de chuva. Isso acontece pelas características dos vírus da gripe (influenza) e da anatomia das vias respiratórias.

Com efeito, os vírus da gripe (A, B e C) possuem duas glicoproteínas na superfície (hemaglutinina e neuraminidase), que respondem pela resistência dos indivíduos infectados ou vacinados. São responsáveis ainda pelas modificações genéticas desses vírus, conhecidos por subtipos, resultando em novos vírus que se espalham rapidamente na população sem resistência.

Os vírus de influenza A, embora se comportem como parasitas humanos, podem ocasionalmente, ser transmitidos do porco ou da galinha para o homem, criando novas variantes (vírus recombinado).

Neste século, apareceram cinco pandemias bem delimitadas de influenza, associadas às variantes antigênicas com a morte de 20 milhões de pessoas somente na epidemia de 1918 (gripe espanhola).

Recentemente, em Hong-Kong, foram dizimados milhares de frangos, em virtude do aparecimento de um novo vírus da gripe, extremamente agressivo.

Por outro lado, o interior das vias respiratórias é forrado de cílios cobertos de muco, que apresentam movimentos cíclicos durante a respiração, empurrando os vírus e bactérias para o aparelho digestivo, onde são mortos pela acidez do estômago.

O frio prejudica o funcionamento dos cílios, que retemos germes, abrindo caminho às infecções.

A poluição nas grandes cidades, ao lado do ar seco e do ar-condicionado, ressecam o muco, contribuindo para o aumento das gripes. Os vírus novos entram pela boca e nariz, disseminandos pelo organismo e causando inflamações nas vias respiratórias (nariz, garganta, faringe, laringe, brônquios e pulmões). Portanto, a transmissão é inter-humana através da saliva, que funciona como verdadeiros aerossóis virais, espalhando-se rapidamente na população.

As pessoas fortes, com a imunidade em bom estado, não sofrem nada. Todavia, as fracas desenvolvem doenças, com neutralização pelo organismo entre sete e dez dias. Desta forma, em de quinze a vinte dias, a epidemia já fez numerosos doentes, diminuindo lentamente sua força, com desaparecimento em torno de 30 a 45 dias.

Com uma nova onda de frio e com vírus diferentes, surgem novas epidemias, com nomes sugestivos. A última foi batizada de ‘tiazinha’, pois bate e leva o indivíduo para a cama, o portador da gripe apresenta febre, calafrios dor-de-cabeça, dores musculares, mal-estar, falta de apetite, dor de garganta, tosse seca, coriza e intenso desânimo, com duração de três a cinco dias.

O atuaI vírus da gripe, é muito agressivo, causando inflamação da laringe, com tosse rouquidão. Ao contrário do que acontece normalmente, pode levar até três semanas para ser neutralizado pelas defesas do organismo. A sua longa permanência permite infecções secundarias em 20 a 30% dos casos por bactérias, causando sinusites e pneumonia. O resfriado comum se manifesta com bom estado geral sem febre ou febre baixa, coriza e garganta irritada, durando de um a três dias.

O tratamento das viroses respiratórias é realizado através de medicação automática, não devendo ser utilizados antibióticos. A prevenção é feita com vacina contra a gripe, que deve ser tomada no início do Outono, pois leva quinze dias para produzir resistência (anticorpos). Sua eficácia é de 90% e geralmente sem efeitos colaterais.

Porém a proteção dura somente um ano. A proteção com roupas quentes é importante, pois o frio provoca contração dos vasos sanguíneos periféricos, inclusive nas mucosas, causando queda da resistência nesses locais.

Ajudam na prevenção uma alimentação saudável, com cereais, frutas e verduras, andar para diminuir o estresse e evitar substâncias que irritam a garganta e as mucosas do nariz, corno fumo e bebidas geladas.

Como a gripe é disseminada pelo contato entre pessoas, em caso de epidemia deve-se evitar aglomeração em ambientes fechados, como escola, quartéis, etc..

Finalmente, existe uma droga chamada amantadina ou rimantadina, que é eficaz na cura e prevenção da gripe, podendo ser utilizada nas pessoas de alto risco (idoso, cardíacos, pessoal da Saúde Pública, Forças Atinadas, etc.), que não foram vacinadas.

Rinite Alérgica: um resfriado que não passa

Rinite Alérgica: um resfriado que não passa

Com a chegada da estação fria, as viroses respiratórias se multiplicam, perturbando a vida dos pacientes. Porém, se o resfriado não passa nunca deve-se pensar nas rinites, principalmente, na alérgica.

Uma dica para se saber se um indivíduo tem rinite alérgica é responder às seguintes perguntas: Você apresenta vários espirros em sucessão, particularmente pela manhã, seu nariz escorre ou fica sempre obstruído, coceira no nariz, olhos e céu da boca, problemas de olfato, dores de cabeça, junto com os demais sintomas?

Bem, se positivo, a chance é muito grande de você ser portador de rinite alérgica.

Rinite nada mais é do que uma inflamação do revestimento interno do nariz (mucosa), aparecendo em uma de cada sete pessoas, tanto adulto quanto criança.

As causas da rinite são variadas, desde viroses respiratórias (resfriados), produtos químicos irritantes até medicamentos e alergia. Os sintomas são parecidos para todos os tipos de rinite, simulando resfriado crônico ou sinusite com dor de cabeça eterna.

Entre os tipos mais freqüentes de rinite, vamos destacar três: medicamentosa – por uso continuado de remédios no nariz, vasomotora – poluição nas grandes cidades e, alérgica – poeiras domésticas (ácaros, pelos de animais, etc.) e poluição nos ambientes.

A rinite alérgica não é contagiosa, isto é, não passa de pessoa à pessoa pelo convívio social ou íntimo, porém, os pais podem transmitir geneticamente para seus filhos. Por isso, pais e filhos têm sintomas semelhantes.

O portador de rinite alérgica piora dos sintomas ou recidiva da doença em contato com as substâncias que causam hipersensibilidade, como os agentes irritantes da atmosfera, substâncias químicas, produtos de limpeza, fumaça de cigarro, inseticidas, tintas, combustíveis e até perfumes.

É bom que se diga, de início, que a rinite alérgica não tem cura, mas tem tratamento, permitindo uma vida normal do portador, sem a praga do uso das “bombinhas” no nariz ou a necessidade constante de lenços descartáveis. Existem sofredores crônicos de rinite que não dispensam a presença diurna dos descongestionantes nasais, tornando-se verdadeiros dependentes “psíquicos” da droga, a ponto de acordar angustiado durante à noite se a bombinha não estiver ao seu alcance.

Porém, o que eles não sabem, é que tais medicamentos, se usados em excesso, pioram ou acarretam rinite irritativa ou medicamentosa. Assim, causam rinite, ao invés de curá-la.

Diante disso, o ideal é a prevenção, procurando evitar o contato com as substâncias que desencadeiam a crise, como a diminuição da presença de agentes alérgicos na casa. Assim, pequenas medidas trazem grandes benefícios, como evitar poeira doméstica e os ácaros, agentes e substâncias irritantes, etc..

Para evitar poeira doméstica deve-se retirar tudo o que possa juntar poeiras ou ácaros, como tapetes, carpetes, cortinas grossas, livros, etc.. Os pisos lisos são mais fáceis de limpar e não abrigam os ácaros, assim como, os tapetes finos e pequenos ou cortinas leves, que podem ser lavadas.

Os ambientes devem ser arejados, para a entrada do sol o maior tempo possível, passando todos os dias um pano úmido sobre os móveis e chão.

Como o quarto é local mais importante da casa para o alérgico, pelo tempo no local (oito horas/dia) e a maior contaminação de ácaros, o colchão deve ser forrado para impedir a passagem de poeira ou usar o plástico, assim como os travesseiros devem ser de poliéster.

Os cobertores de lã merecem ser substituídos por edredões, que não sejam de penas, lavando-os a cada dez dias. Da mesma forma, as roupas de lã precisam ser guardadas em sacos plásticos, dentro de armários.

Nos quartos de criança, os bichos de pelúcia, que armazenam muita poeira, não devem permanecer no local ou deverão ser lavados a cada dez dias. Ainda, os animais de estimação devem ficar fora do domicílio ou, pelo menos, do interior dos quartos, eliminando toda umidade (vazamentos), assim como mofos e manchas.

A poeira da casa é uma mistura de bactérias, fungos, ácaros, etc., que se alimentam de partículas de comida, de tecidos e de pele descamada de humanos e animais. O ácaro é o principal agente da poeira, tendo o aspecto de aranha (inseto de oito patas), se alimentando de particuIas de comida e pele humana, produz resíduos alergizantes e gosta de ambientes quentes e úmidos.

Porém, não sobrevive em lugares secos e ensolarados. Também vive em lençóis, tapetes, colchões, roupas, armários e bancos de automóveis, onde as condições são favoráveis. Infelizmente, os inseticidas normais não matam tais insetos.

Finalmente, a obstrução nasal da rinite pode causar problemas de sono e roncos, desalinhamento dos dentes, otite média crônica, voz anasalada e sinusite. Daí a importância da identificação do processo, para posterior tratamento e profilaxia.

Cuidados com os pés

cuidados com os pés

Os pés geralmente são relegados, esquecidos, mal cuidados ou até mesmo desprezados, porém constituem a base de sustentação do corpo. As pessoas preocupam-se com o rosto, as mãos, os dedos, enfim, com a forma do corpo, mas esquecem-se dos pés.

A bem da verdade, a sua localização não ajuda muito, pois encontram-se na extremidade do corpo. Todavia, a sua função é primordial para os indivíduos se manterem eretos e equilibrados, desde a evolução das espécies.

Os pés sofrem constantes traumatismos, pela utilização de sapatos pouco anatômicos e até pela remoção dos obstáculos durante a marcha (topadas em geral). Evidentemente, sem falar nas unhas e suas numerosas patologias e complicações (unha encravada, infectada, micótica, etc.).

Os pés podem apresentar diversas enfermidades, como o pé de atleta (micose entre os dedos e na sola), os pés chatos (face plantar plana), joanetes, dermatites alérgicas (que o povo chama de ácido úrico), hiperhidrose (suor excessivo), mal perfurante plantar (hanseníase), calosidades, úlceras, fissuras, deformidades, pé diabético, etc..

O pé diabético, contudo, constitui uma das mais temidas e devastadoras complicações crônicas do diabetes melitos, em virtude da sua complexidade e efeito mutuante. Com efeito, o risco de amputação em diabéticos é quinze vezes maior que em não diabético, sendo responsável por 50% das amputações não tramáticas.

O diabético apresenta tal problema pela existência de tesão dos nervos (neuropatia), falta de circulação (vasculopatia) e infecções frequentes, o diagnóstico de pé diabético é realizado por meio de testes (neurológicos) e exames (vascular, clínico, etc.).

Os testes neurológicos envolvem a pesquisa das Sensações vibratória, táctil, térmica, da sensibilidade protetora plantar e a localização de áreas de maior pressão onde se formam os calos, as úlceras, etc.. O exame vascular permite a palpação dos pulsos e a realização do Doppler, entre outros, enquanto o exame clínico pode constatar a presença de infecções, deformidades e úlceras.

O diabético apresenta riscos em seus pés, quando é portador de neuropatia, isto é, com a perda da sensibilidade protetora, passando a desenvolver deformidades, úlceras, feridas, calos, fissuras ou ressecamento da pele.

Também quando apresentam isquemia, isto é, falta de circulação adequada, que pode conduzir à gangrena. Finalmente, quando há infecção, pois uma simples micose entre os dedos (frieira) pode culminar com contaminação por bactérias e evoluir até ostemielite (ossos), com necessidade de amputação. Por isso, o melhor remédio é a prevenção.

Entre as dicas de profilaxia, citam-se: lavar os pés diariamente com água morna, enxugando bem entre os dedos, procurar cortes, rachaduras ou feridas, principalmente entre os dedos; passar creme hidratante nas partes superior e inferior, mas não entre os dedos; cortar as unhas em linha reta, evitando ferimentos; usar sapatos confortáveis, verificando antes a presença no seu interior de pedrinhas, meias ou mesmo pregos; e finalmente, usar meias folgadas.

O diabético não deve utilizar sandálias ou outros calçados abertos, nunca andar descalço, não usar sapatos apertados, mesmo que por pouco tempo, não fazer banho de imersão, empregar água quente ou bolsa térmica, nunca retirar calor ou cutículas, devendo procurar um profissional habilitado. Finalmente, procurar um médico quando observar qualquer alteração nos pés, pois, em se tratando de diabetes, nenhuma lesão é considerada banal.

A higiene dos pés é mais do que uma obrigação para todas as pessoas. É uma imensa necessidade, pois evita cheiros desagradáveis, previne doenças (maceração) e desperta bem-estar.

Leptospirose – ou febre das enchentes

Leptospirose – ou febre das enchentes

As enchentes são necessárias para evitar o “apaguão” . porém trazem numerosas enfermidades, como as leptospiroses, febre tifóide, hepatite etc.

A febre das enchentes também chamada de leptospirose, doença dos ratos, febre dos arrozais etc., aparece com as enchentes em virtude da mobilização dos ratos escondidos nas galerias, casas abandonadas, ceIeiros, depósitos de cereais, padarias, etc. É extremamente grave e mortal em 15% dos casos. Por isso, todo cuidado é pouco.

De 5 a 60% dos ratos podem albergar bactérias do gênero Leptospira na sua urina, disseminando a infecção para outros animais e o próprio homem.

Existem mais de 300 espécies de leptospiras sendo a copenhageni do sorogrupo icterohaemorrhagiae-o tipo predominante em São Paulo (78% dos casos).

Tal germe vive por semanas em água doce e saIgada, leite pasteurizado, etc., tem forma de saca-rolha que facilita sua penetração através da pele. Por isso, a maioria dos animais domésticos e silvestres pode transmitir a doença para o homem, mas principalmente o cão, pelo intenso contato domiciIiar.

A contaminação ocorre por contato direto com sangue, tecidos ou excretas dos animais ou, por via indireta, através da água e solo contaminado. Também existe a possibilidade de contágio acidental em laboratório ou por mordedura de rato(criança no berço), assim como, por poluição com urina de fontes hídricas (poços, nascentes etc).

Portanto, o homem se infecta ao lidar com animais, contato com águas contaminadas, andando descalço em solo úmido e lamacento, nadando ou pescando em rios e lagoas, ou ainda, durante atividades profissionais (trabalhadores em água e esgoto, mineiros, plantadores de cana, arroz, etc.).

Em Sorocaba encontramos 10% de soro-positivos em trabalhadores do Serviço Autônomo de Água e esgoto – SAAE. Enquanto na cidade de São Paulo – 28,5% estão contaminados, com 400 casos da doença por ano, sendo 70% entre janeiro e abril.

No início, a leptospirose é parecida com gripe forte (febre alta, dores generalizadas, fraqueza, falta de apetite, dor de cabeça etc.), após um período de incubação de oito dias em média. Depois os rins ficam preguiçosos e deixam de produzir urina (insuficiência renal), ou então. assume o aspecto de meningite com cefaleia, vômitos e rigidez do pescoço.

Todavia, o que mais chama atenção na enfermidade é a icterícia (cor amarela-avermelhada da pele), além das muItipIas hemorragias e dores musculares intensas, principalmente nas panturrilhas.

Assim, é facilmente confundida com as hepatites, septicemias, febre amarela, febres hemorrágicas etc. A gravidade varia de uma simples gripe até formas fatais com 5 a 15% de mortalidade.

A confirmação laboratorial é realizada com exames de sangue, como o teste de soroaglutinação etc., enquanto o tratamento é feito com antibióticos (penicilinas e derivados) na fase inicial da enfermidade.

Na fase de localização da bactéria (meninge, fígado, rins, pulmões, etc), os antibióticos não funcionam, utilizando-se todos os recursos para manter o paciente vivo, como internação em UTI, hemodiálise, etc.

A prevenção da febre das enchentes visa evitar o contato do homem com o germe por meio do uso de botas, sapatos, luvas etc., aplicação de antibióticos e vacina que infeIizmente, não está disponível entre nós.

Nunca se deve esquecer que todos os animais podem transmitir a infecção para o homem, mas o rato é o principal reservatório da bactéria na natureza, eliminando as leptospiras através da urina por toda vida, sem ficar doente (portador assintomático ou são).

Com as enchentes o perigo aumenta, devendo os moradores de casas sujeitas à inundação redobrar seus cuidados e procurar os postos de saúde nos casos de gripes fortes e duradouras.

Fumar Maconha é Pior do que Cigarro?

Fumar Maconha é Pior do que Cigarro?

Em primeiro lugar é bom que se reflita que estamos falando de duas drogas, indubitavelmente, duas DROGAS.

Ambas são irritantes aos pulmões e estimulantes do coração interagindo seriamente com algum problema prévio que as pessoas tenham nesses órgãos e comprometendo pessoas sadias que jamais seriam acometidas por problemas nessas áreas.

Ambas as drogas contribuem para o desenvolvimento de distúrbios respiratórios, como bronquite, câncer de pulmão, boca, esôfago e estômago.

O usuário de maconha força mais a puxada de fumaça, porque o baseado é mais rústico e não tem os fatores facilitadores de combustão que possuem os cigarros de nicotina e, retém a fumaça por mais tempo nos pulmões.

Além disso, a maconha é fumada sem filtros de qualquer natureza.

Tais fatos físicos contribuem para que o cigarros de maconha seja mais danoso do que o cigarro de nicotina, apesar de ressaltarmos que o cigarro de nicotina seja claramente pernicioso.

Do ponto de vista químico a maconha produz alterações importantes na memória e na capacidade mental além de problemas psiquiátricos que a nicotina não causa.

Dentre os problemas psiquiátricos, vale ressaltar, pela freqüência, a depressão como a mais importante.

E o cigarro não é então tão danoso?

Pela legalidade e pela facilidade com que é utilizado é a droga lícita mais danosa à população porque em números absolutos é a maior responsável por hospitalizações e óbitos.

O tabagismo é insidioso e só é perceptível o seu dano quando a dependência está solidamente instalada – o que demanda anos. Seguramente muitos anos mais do que a percepção dos danos da maconha.

Portanto, não há droga melhor do que a outra. Ambas são condenáveis.

Ferida brava: Uma ameaça

Ferida brava: Uma ameaça Também chamada de úlcera de Bauru ou leishmaniose tegumentar americana, a doença tem ampla distribuição, ocorrendo desde o sul dos Estados Unidos até o norte da Argentina. Entre nós, já foi identificada em todos os estados, com 25 mil casos novos por ano.

Em São Paulo, acompanhou a derrubada das matas da região noroeste, predominando atulamente em múltiplos focos ao redor das grandes cidades e Vale da Ribeira. Trata-se de uma zoonose, mantida na natureza pelos animais silvestres (gambé, roedores, preguiças, tamanduás, etc.), com a participação dos animais domésticos (cães, gatos e eqüinos).

O homem comporta-se como um hospedeiro acidental, adquirindo enfermidades em contato com as matas, particularmente os lenhadores, construtores de estradas, garimpeiros, caçadores e trabalhadores na extração da madeira e carvão vegetal. A ponte de ligação entre o homem e os animais é a fêmea do mosquito Lutzomyia, com treze espécies transmissoras.

Os flebotomíneos (sugadores de sangue) picam os animais infectados, injetando o agente da doença (Leishmania brasiliensis) no homem. Na região de Sorocaba, a enfermidade vem proliferando intensamente, com casos em Salto, Itu, Porto Feliz, Itapeva, Itararé e Itapetininga, entre outros municípios. Após a picada, surge no local uma lesão avermelhada, que se transforma em ferida na pele e nas mucosas (nariz, boca, etc.). A úlcera localiza-se em qualquer parte do corpo, podendo destruir o septo nasal, com queda do pavilhão nasal (nariz de anta ou tapir).

Como a úlcera é difícil de tratar, pois reiste ao tratamento comum, é chamada de úlcera brava. A leishmaniose pode ser confundida com sífilis, bouba, hanseníase e a doença do capim (blastomicose), sendo tratada com antimoniais (Glucantime) e anfotericina B (Fungizon).

O controle da úlcera brava é realmente difícil, devido a suas características epidemiológicas, variedade de reservatórios e transmissores, o que dificulta os procedimentos clássicos de pulverização ou defumação. Por isso, o esforço é dirigido para a descoberta e tratamento dos caso, obtenção de dados de áreas sem notificação e realização de inquéritos entomológicos, visando a erradicação dos mosquitos. No momento, encontra-se em fase experimental a vacina contra a doença, com bons resultados iniciais.

Se não bastasse a ferida brava, tem surgido no Estado de São Paulo uma variedade de leishmaniose, conhecida como febre negra (calazar) ou leishmaniose visceral, que compromete o fígado, baço e medula óssea. No Brasil, 90% dos casos ocorrem no Nordeste (Ceará, Maranhão, Sergipe, etc.), com três mil doentes notificados entre 1984 e 94. Em 1993, apareceu em nosso estado, fazendo 29 vítimas, retornando a partir de agosto de 98, com presença em 24 municípios, principalmente na região de Araçatuba (19 casos) e Bauru (dois casos). Em todo o estado, a epidemia já matou duas pessoas e cerca de três mil cães foram sacrificados, pois são os reservatórios da enfermidade nas cidades.

A febre negra, causada pelo protozoário Leishmania donovani, provoca no homem febre prolongada, emagrecimento, problemas respiratórios, anemia e aumento do fígado e baço, além de feridas no nariz, boca, pernas e pés. No cão, feridas no focinho e patas, paralisia nas patas posteriores e descamação da pele. Embora a leishmaniose seja curável com antimoniais e anfoterina B no homem, não há tratamento conhecido para cães, daí a necessidade de sacrificá-los.

Diante desta ameaça, a Secretaria da Saúde do Estado vem ampliando o programa de combate à doença na região de Araçatuba, com o levantamento dos cães da região, englobando cerca de duzentos municípios e centros urbanos mais próximos de Presidente Prudente, Bauru e São José do Rio Preto. Em cães da região de Araçatuba, já foram encontrados canídeos infectados entre 5,35 e 26,32%. Pela proximidade de Sorocaba, apresentam imensas possibilidades de disseminação na região, devendo a Vigilância Sanitária ficar em estado de alerta, observando atentamente a população canina.

A vista cansada precisa descansar

A vista cansada precisa descansar

Com o passar dos anos, todos os órgãos ficam cansados, inclusive os olhos. A presbiopia, mais conhecida como vista cansada, é uma alteração natural da visão, que aparece a partir dos 40 anos de idade.

Todo mundo vai ter mais cedo ou mais tarde, pois é uma evolução inexorável do aparelho visual. Existe muita gente com este problema, porém não sabe ou resiste à idéia de usar óculos.

A falta de informação para resolver tal situação provoca dúvida ou acomodação, preferindo mudar a distância dos objetos, como ler revista ou ver televisão, do que encontrar uma solução científica.

A presbiopia surge com o passar dos anos, em virtude da perda de elasticidade do cristalino e da capacidade de acomodação da visão. Por isso, fica mais difícil enxergar de perto, geralmente numa distância menor que 45 centímetros. Outros sintomas são dor de cabeça, ardência nos olhos e sensação de pálpebras pesadas.

A vista cansada é uma situação irreversível, progredindo até certo grau, para se estabilizar por volta dos 50 anos. Muitas vezes, após certa idade (60 ou mais anos), as pessoas portadoras de vícios de refração, como a miopia, por um mecanismo de compensação melhoram a presbiopia, dispensando sua correção com óculos.

A correção da vista cansada é extremamente simples sendo feita com o uso de óculos meia-lua ou bifocal. As lentes de leitura, conhecidas como os “óculos do vovô” são úteis, mas não permitem focar a visão de longe. Por isso, tais usuários estão olhando constantemente por cima da armação ou tirando os óculos.

Então, fica aquele tira e põe, que irrita o portador de vista cansada e não resolve o problema. Por sua vez, as lentes bifocais permitem a visão de perto e de longe, porém não focam distâncias intermediárias, causando dificuldades de adaptação. Daí o aparecimento das lentes progressivas, que facilitam a visão de todas as distâncias, trazendo conforto e prazer.

Com efeito, a superfície óptica dessas lentes foi desenvolvida para acompanhar o movimento dos olhos, provocando uma transição natural entre as áreas de visão.

A nova geração das lentes progressivas permite uma adaptação quase instantânea do usuário, dispensando um período de adaptação do cérebro às novas imagens captadas pelos olhos. O tipo de óculos para tais lentes vai depender do poder aquisitivo do usuário, existindo diversos modelos de armação, geralmente leves, finas e até de grifes famosas.

Com isso aumenta o conforto, a estética e a segurança do produto As lentes também são adaptadas ao estilo de vida do portador, sendo coloridas, escurecidas (cor uniforme ou degradé) ou fotossensíveis (fotocromáticas), que escurecem ou clareiam conforme o ambiente e luminosidade.

Atualmente existe também o recurso do anti-reflexo, que melhora a estética e a visão para dirigir à noite. As lentes de contato para a presbiopia são de dois tipos: monovisão, onde a lente é particularizada para cada olho ou multifocal, com visão de longe no centro e de perto na periferia da lente.

Diferente dos vícios de refração (miopia, astigmatismo, etc.), a vista cansada ainda não dispõe de cirurgia definitiva para a o problema. A cirurgia proposta é agressiva, corrige até mais 1,5, com resultados contraditórios. O ideal seria a limpeza do cristalino com laser, que está sendo ansiosamente aguardada.

Para saber o tipo de lente, que melhor atende as necessidades visuais do portador, consulte um especialista. Somente ele pode orientar a vista cansada, evitando o desespero durante a leitura, televisão ou cinema, sem falar na angústia das mulheres para retocar a maquiagem.

Angina – inflamação ou ataque do coração?

Angina - inflamação ou ataque do coração?

Angina é um sintoma que exprime dor, desconforto, etc., podendo ocorrer numa inflamação das amígdalas (angina diftérica, da mononucleose, dos germes anaeróbios etc.) como num distúrbio das artérias do coração (coronárias).

Nas inflamações das amígdalas, refere-se o termo amigdalites, como nas infecções por vírus, bactérias, etc. As enfermidades que Ievam à angina são geralmente doenças do coração, como na obstrução da artéria coronária por depósito de gordura (aterosclerose), embolias, miocardiopatias, estenose da artéria aorta, espasmo da coronária, etc..

A ausência temporária de sangue e ou oxigênio para os músculos do coração por doença coronária (obstrução) provoca dor no tórax (angina), porém, caso a interrupção do fluxo de sangue é total e permanente o músculo cardíaco morre, recebendo o nome de ataque do coração ou infarto do miocárdio.

Portanto, a angina é um sinal de alerta, de alarme, um aviso de enfermidade cardíaca grave. Se não descoberta ou tratada pode leva ao infarto ou necrose de alguma parte do coração.

A angina pode se manifestar de várias formas, como dor leve ou intensa, pressão ou desconforto no centro do peito, mas, geralmente como aperto, peso ou compressão.

Tal dor ou desconforto pode se irradiar para os braços (normalmente o esquerdo), ombros, pescoço, garganta, mandíbula, região das costas e até para a parte superior do abdômen ou aparecer nesses Iocais, sem a presença de dor. Ou, então, como falta de ar durante um esforço físico ou em momento de estresse emocional.

A dor no peito ou faIta de ar pode ser acompanhada de suores intensos, fraqueza, náuseas e vômitos, durando em média cinco minutos. Após esse tempo pode sinalizar um ataque cardíaco.

Existem dois tipos de angina estável e instável. Fala-se em estável quando os episódios da doença surgem com certa regularidade, seguindo determinado padrão. Por exemplo, os portadores normalmente sabem o que causa a dor, como esforço físico (correr, andar rápido, sexo, etc) e emocional (raiva, preocupação, estresse, etc.). Assim aparece com o esforço, duram cinco minutos e melhora com o repouso.

Na angina instável o quadro é mais grave, pois surge mesmo em repouso, com esforço mínimo ou durante o sono, sendo o paciente despertado pela dor. A freqüência e a duração das crises são sempre rnaiores, com risco elevado de infarto.

Os principais fatores de risco de doença coronária são: tabagismo, pressão alta, sexo masculino, idade (entre 40 e 60 anos), vida sedentária, história familiar, diabetes e aumento de colesterol.

A anemia funciona como fator agravante diminuindo o oxigênio do sangue. Para a confirmação de angina faz-se um eletrocardiograma, que pode ser absolutamente normal entre as crises, sendo confirmado neste caso por um teste de esforço como bicicleta ou esteira. Ainda podem ser solicitados o teste ergométrico, radiografia com tálio ou coronáriografia, que é o exame mais confiável.

O tratamento é feito com dilatadores dos vasos (nitratos etc), betabloqueadores, antagonistas do cálcio, etc., além de caracterizar e controlar os fatores de risco, assim como mudar radicalmente o estilo de vida.

Nos casos intensos ou refratários ao tratamento clínico, pode-se tentar a desobstrução da artéria com procedimentos mecânicos ou cirurgia por angioplastia e revascularização (pontes de safena, mamária etc.).

A cirurgia dá bons resultados, prolongando a vida desses pacientes com ou sem infarto. Todavia, o ideal é não chegar ao entupimento das coronárias através da revisão anual da saúde (check-up), a partir dos 40 anos de idade.