Angina – inflamação ou ataque do coração?

Angina - inflamação ou ataque do coração?

Angina é um sintoma que exprime dor, desconforto, etc., podendo ocorrer numa inflamação das amígdalas (angina diftérica, da mononucleose, dos germes anaeróbios etc.) como num distúrbio das artérias do coração (coronárias).

Nas inflamações das amígdalas, refere-se o termo amigdalites, como nas infecções por vírus, bactérias, etc. As enfermidades que Ievam à angina são geralmente doenças do coração, como na obstrução da artéria coronária por depósito de gordura (aterosclerose), embolias, miocardiopatias, estenose da artéria aorta, espasmo da coronária, etc..

A ausência temporária de sangue e ou oxigênio para os músculos do coração por doença coronária (obstrução) provoca dor no tórax (angina), porém, caso a interrupção do fluxo de sangue é total e permanente o músculo cardíaco morre, recebendo o nome de ataque do coração ou infarto do miocárdio.

Portanto, a angina é um sinal de alerta, de alarme, um aviso de enfermidade cardíaca grave. Se não descoberta ou tratada pode leva ao infarto ou necrose de alguma parte do coração.

A angina pode se manifestar de várias formas, como dor leve ou intensa, pressão ou desconforto no centro do peito, mas, geralmente como aperto, peso ou compressão.

Tal dor ou desconforto pode se irradiar para os braços (normalmente o esquerdo), ombros, pescoço, garganta, mandíbula, região das costas e até para a parte superior do abdômen ou aparecer nesses Iocais, sem a presença de dor. Ou, então, como falta de ar durante um esforço físico ou em momento de estresse emocional.

A dor no peito ou faIta de ar pode ser acompanhada de suores intensos, fraqueza, náuseas e vômitos, durando em média cinco minutos. Após esse tempo pode sinalizar um ataque cardíaco.

Existem dois tipos de angina estável e instável. Fala-se em estável quando os episódios da doença surgem com certa regularidade, seguindo determinado padrão. Por exemplo, os portadores normalmente sabem o que causa a dor, como esforço físico (correr, andar rápido, sexo, etc) e emocional (raiva, preocupação, estresse, etc.). Assim aparece com o esforço, duram cinco minutos e melhora com o repouso.

Na angina instável o quadro é mais grave, pois surge mesmo em repouso, com esforço mínimo ou durante o sono, sendo o paciente despertado pela dor. A freqüência e a duração das crises são sempre rnaiores, com risco elevado de infarto.

Os principais fatores de risco de doença coronária são: tabagismo, pressão alta, sexo masculino, idade (entre 40 e 60 anos), vida sedentária, história familiar, diabetes e aumento de colesterol.

A anemia funciona como fator agravante diminuindo o oxigênio do sangue. Para a confirmação de angina faz-se um eletrocardiograma, que pode ser absolutamente normal entre as crises, sendo confirmado neste caso por um teste de esforço como bicicleta ou esteira. Ainda podem ser solicitados o teste ergométrico, radiografia com tálio ou coronáriografia, que é o exame mais confiável.

O tratamento é feito com dilatadores dos vasos (nitratos etc), betabloqueadores, antagonistas do cálcio, etc., além de caracterizar e controlar os fatores de risco, assim como mudar radicalmente o estilo de vida.

Nos casos intensos ou refratários ao tratamento clínico, pode-se tentar a desobstrução da artéria com procedimentos mecânicos ou cirurgia por angioplastia e revascularização (pontes de safena, mamária etc.).

A cirurgia dá bons resultados, prolongando a vida desses pacientes com ou sem infarto. Todavia, o ideal é não chegar ao entupimento das coronárias através da revisão anual da saúde (check-up), a partir dos 40 anos de idade.

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