Andropausa, a menopausa do homem

andropausa no homem

Andropausa ou climatério viril é uma fase da vida do homem, onde ocorre à queda do hormônio masculino, a testosterona. É observada em 20 a 30% dos homens de 60 – 70 anos de idade, porém pode ser constatada desde os 50 anos, na dependência de hábitos de vida e estresse psicogênico.

Nestes homens, os níveis circulantes de hormônio masculino representam apenas 65% daqueles encontrados em adultos jovens. A andropausa foi reconhecida somente em 1994, durante o congresso da Sociedade Austríaca de Andrologia, com a sigla PADAM, que significa insuficiência androgênica parcial. Os testículos produzem cerca de 5 mg de testosterona por dia. A partir dos 40 anos de idade, o homem sofre anualmente uma diminuição de 1,2% nos níveis circulantes do hormônio.

A andropausa, porém, não é um processo isolado, mas faz parte do envelhecimento, que ocorre a partir de várias idades e por uma série de fatores, do qual o mais importante é a hereditariedade.

Pode-se dizer que todo homem na andropausa caminha para ou está na velhice, mas nem todo homem senescente já entrou na andropausa.

A precocidade do processo decorre de vários fatores, como estilo de vida, dietas à base de carnes com alto teor de gordura, tabagismo (acima de 10 cigarros/dia), drogas, álcool e estresse físico ou psicogênico, além de doenças intercorrentes, como enfermidades crônicas (diabetes, reumatismos, aterosclerose, infarto do coração, insuficiência renal, cirrose de fígado, etc.).

O homem na andropausa apresenta diminuição da massa muscular e da força física, aumento de gordura no abdômen, osteoporose, baixa da libido, disfunção erétil, perda de memória, dificuldade de concentração, insônia, irritabilidade, animo deprimido, fogachos (ondas de calor) e maior sensibilidade térmica.

Os níveis androgênicos necessários para manter a atividade sexual e a libido são relativamente reduzidos. Foi comprovado que homens acima de 50 anos com níveis de testosterona em torno de 60% dos valores de referência são suficientes para manter a função sexual.

Em homens saudáveis de 45 a 75 anos de idade, foram também demonstradas correlação positiva entre níveis do hormônio masculino e maior atividade sexual. Na avaliação da sexualidade comprometida do idoso, deve-se levar em conta outros fatores não hormonais, como baixa atividade sexual prévia, perda de atrativos da parceira, monotonia da vida sexual, estresse e animo deprimido por problemas sociais e ambientais, além do abuso de drogas, álcool e medicamentos.

No idoso, é freqüente a “síndrome do viúvo”, que diminui a sexualidade com a perda da parceira de muitos anos. Tais pessoas perdem transitoriamente a capacidade de se relacionar com outras mulheres. Hoje se reconhece que níveis adequados de testosterona são necessários para manter o desejo sexual, ereções noturnas e aquelas induzidas por pensamentos eróticos.

O tratamento da andropausa é realizado com a suplementação do hormônio masculino, quando os níveis androgênicos estão abaixo do limite mínimo da normalidade para adultos jovens (11nMol/l ou 0,25nMoI/l de testosterona livre).

Entre os benefícios da reposição hormonal, citam-se sensação geral de bem-estar, melhora da libido, da força muscular e da sexualidade. O preparado androgênico ideal é a testosterona pura (enantato e cipionato) e nunca seus derivados sintéticos, nas formas injetáveis, oral, adesivos, etc..

A capacidade erétil melhora em 32,5% dos homens tratados, parcialmente benéfica em 35,9% e sem qualquer efeito em 31 ,4%. Todavia, tal medicação está contra-indicada nos cânceres de próstata, mama e os prolactinomas, pelo aumento de estradiol. A testosterona não deve ser indicada de rotina em todos os homens idosos e os riscos existentes são o tributo que os homens têm de pagar para se manterem saudáveis.

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