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Cuidados com os pés

cuidados com os pés

Os pés geralmente são relegados, esquecidos, mal cuidados ou até mesmo desprezados, porém constituem a base de sustentação do corpo. As pessoas preocupam-se com o rosto, as mãos, os dedos, enfim, com a forma do corpo, mas esquecem-se dos pés.

A bem da verdade, a sua localização não ajuda muito, pois encontram-se na extremidade do corpo. Todavia, a sua função é primordial para os indivíduos se manterem eretos e equilibrados, desde a evolução das espécies.

Os pés sofrem constantes traumatismos, pela utilização de sapatos pouco anatômicos e até pela remoção dos obstáculos durante a marcha (topadas em geral). Evidentemente, sem falar nas unhas e suas numerosas patologias e complicações (unha encravada, infectada, micótica, etc.).

Os pés podem apresentar diversas enfermidades, como o pé de atleta (micose entre os dedos e na sola), os pés chatos (face plantar plana), joanetes, dermatites alérgicas (que o povo chama de ácido úrico), hiperhidrose (suor excessivo), mal perfurante plantar (hanseníase), calosidades, úlceras, fissuras, deformidades, pé diabético, etc..

O pé diabético, contudo, constitui uma das mais temidas e devastadoras complicações crônicas do diabetes melitos, em virtude da sua complexidade e efeito mutuante. Com efeito, o risco de amputação em diabéticos é quinze vezes maior que em não diabético, sendo responsável por 50% das amputações não tramáticas.

O diabético apresenta tal problema pela existência de tesão dos nervos (neuropatia), falta de circulação (vasculopatia) e infecções frequentes, o diagnóstico de pé diabético é realizado por meio de testes (neurológicos) e exames (vascular, clínico, etc.).

Os testes neurológicos envolvem a pesquisa das Sensações vibratória, táctil, térmica, da sensibilidade protetora plantar e a localização de áreas de maior pressão onde se formam os calos, as úlceras, etc.. O exame vascular permite a palpação dos pulsos e a realização do Doppler, entre outros, enquanto o exame clínico pode constatar a presença de infecções, deformidades e úlceras.

O diabético apresenta riscos em seus pés, quando é portador de neuropatia, isto é, com a perda da sensibilidade protetora, passando a desenvolver deformidades, úlceras, feridas, calos, fissuras ou ressecamento da pele.

Também quando apresentam isquemia, isto é, falta de circulação adequada, que pode conduzir à gangrena. Finalmente, quando há infecção, pois uma simples micose entre os dedos (frieira) pode culminar com contaminação por bactérias e evoluir até ostemielite (ossos), com necessidade de amputação. Por isso, o melhor remédio é a prevenção.

Entre as dicas de profilaxia, citam-se: lavar os pés diariamente com água morna, enxugando bem entre os dedos, procurar cortes, rachaduras ou feridas, principalmente entre os dedos; passar creme hidratante nas partes superior e inferior, mas não entre os dedos; cortar as unhas em linha reta, evitando ferimentos; usar sapatos confortáveis, verificando antes a presença no seu interior de pedrinhas, meias ou mesmo pregos; e finalmente, usar meias folgadas.

O diabético não deve utilizar sandálias ou outros calçados abertos, nunca andar descalço, não usar sapatos apertados, mesmo que por pouco tempo, não fazer banho de imersão, empregar água quente ou bolsa térmica, nunca retirar calor ou cutículas, devendo procurar um profissional habilitado. Finalmente, procurar um médico quando observar qualquer alteração nos pés, pois, em se tratando de diabetes, nenhuma lesão é considerada banal.

A higiene dos pés é mais do que uma obrigação para todas as pessoas. É uma imensa necessidade, pois evita cheiros desagradáveis, previne doenças (maceração) e desperta bem-estar.

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