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A contagiosidade das hepatites virais

hepatite viral

Existem diversos tipos de hepatites, como as virais, tóxicas, auto-imunes, etc.. Evidentemente, somente as infecciosas são contagiosas. Dentre estas, queremos destacar as inflamações do fígado causadas pelos vírus ditos hepatotrópicós.

Atualmente existem 7 tipos de vírus, que são rotulados por letras do alfabeto (A à G). A hepatite causada pelo vírus A tem transmissão fecal-oral, sendo adquirida pela boca (contágio inter-humano, água e alimentos contaminados) e disseminada pelas fezes através do esgoto. O vírus permanece no sangue (viremia) por duas até seis semanas, que corresponde ao período de incubação, sendo encontrado depois na saliva, fezes, urina, etc.

Os indivíduos Infectados apresentam grande quantidade de vírus nas fezes, que persiste por longo tempo. Todavia, o maior contágio ocorre até uma semana após o início dos sintomas, sendo o portador a única fonte de infecção na natureza. Não existem portadores assintomáticos como nas hepatites B e C.

O grau de contágio depende da educação sanitária e das condições de higiene da população. Por exemplo, entre nós, o contato com o vírus ocorre em idades precoces (pré-escolar), observando-se anticorpos em 90% dos adolescentes e adultos jovens.

O vírus da hepatite B tem transmissão vertical (mãe-filho) ou horizontal entre familiares, através de fluidos corpóreos (sêmen, saliva, fluido vaginal, etc.) ou de sangue. Assim, estão bem documentadas a transmissão deste vírus por exposições perinatais (parto), relação sexual (anal e vaginal), contato com sangue e derivados, transplante de órgaos ou tecidos, seringas entre usuários de drogas endovenosas lesões de pele, picadas de agulha e amamentação.

Nos últimos anos, observou-se queda da transmissão por transfusão de sangue, práticas homossexuais e pelas exposições profissionais, mas, paralelamente verificou-se um aumento entre os heterossexuais de risco e usuários de drogas endovenosas.

O vírus da hepatite B permanece no sangue durante todo o período de incubação (4 a 26 semanas), pródrornos (1 a 2 semanas) e fase ictérica (2 a 12 semanas). Na evolução crônica desta hepatite o vírus continua no sangue após 6 meses do início da infecção. Portanto, a possibilidade de aquisição do vírus é imensa, mostrando sua intensa contagiosidade. Nesta hepatite existe o chamando portador são, que transmite o vírus, porém, não apresenta os sintomas da doença (assintomático), sendo responsável pela intensa disseminação do vírus na coletividade.

Na hepatite pelo vírus C a transmissão ocorre principalmente por meio de sangue e derivados, como nos usuários de drogas injetáveis, transfusões de sangue e derivados, hemodiálise nos renais crônicos, contato domiciliar e sexual, profissionais da àrea de saúde e indivíduos de classe socioeconômica baixa. Mesmo assim, em 45% dos casos, a forma de aquisição é desconhecida.

Além do sangue, o vírus pode estar teoricamente presente em qualquer secreção ou excreção orgânica e ser transmitido pelo contato inter-humano. A via sexual foi comprovada somente na relação anal ou no intercurso com trauma. A prevalência entre os homossexuais é de 3%, prostitutas de 6% e heterossexuais de 4%.

As parceiras sexuais fixas de homens portadores do vírus tem cerca de 3,7 vezes mais chances de adquirir o vírus em comparação com situação sem risco. Nesta hepatite, 70 a 90% dos indivíduos infectados não conseguem eliminar o vírus durante a fase aguda da doença, tornando-se portadores crônicos, com evolução para cirrose em 20% e câncer de fígado em 15%.

Os sintomas da fase aguda somente aparecem em 5 a 10% dos casos impedindo a descoberta da infecção. O portador geralmente toma conhecimento de seu problema muitos anos depois, durante um check-up ou realização de testes necessários para a doação de sangue. Desta formal, a hepatite pelo vírus C evolui de forma silenciosa e, quando se faz o diagnóstico o individuo já apresenta a forma crônica da enfermidade.

Portanto, as hepatites virais são doenças infecciosas, extremamente contagiosas que contaminam a população através do contato inter-humano (saliva, sêmen, urina, fezes, secreções vaginais etc), merecendo isolamento hospitalar ou domiciliar por períodos de tempo variáveis, conforme o tipo de vírus. Podem ser evitadas com vacinas (vírus A e B), seleção cuidadosa do sangue do doador, uso de preventivo nas relações sexuais, esterilização de seringas no uso de drogas endovenosas, profilaxia do recém-nascido de mães portadoras com soros e vacinas e cuidados com o portador.

Durante período de contágio (geralmente na fase aguda) o isolamento é fundamental para evltar a transmissão aos familiares, usando sempre o formol (Lysoform bruto) a fim de esterilizar quartos, banheiros. etc., indusive dentro do sanitário para eliminar o vírus nas fezes e urina. No verão, cuidado com água poluída, água do mar em praias contaminadas, alimentos frescos (frutas, verduras, etc.) ingeridos sem cuidados de higiene, etc..

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