A calvície masculina

calvo calvície

A queda de cabelos vem preocupando os homens desde que a vaidade passou a ser uma característica social. Aliás, os efeitos da queda dos cabelos sobre a personalidade e o bem-estar psicossocial podem ser significativos.

A queda dos cabelos na calvície padrão masculino, também conhecida como alopécia masculina ou androgênica, é comentada desde a mais alta Antigüidade. Com efeito, Hipócrates em 400 aC. assinalou que os eunucos não desenvolviam a mencionada calvície, o mesmo ocorrendo com homens castrados que cantavam no coro das igrejas até, o início de nosso século. Todavia, se fossem injetados com androgênios (hormônios masculinos) os que tinham predisposição genética ficavam calvos em poucos meses.

Portanto ficou demonstrado a relação entre a calvície masculina e a predisposição genética, idade e hormônios androgênicos. A queda de cabelos ocorre em 30% dos indivíduos na terceira década (20 a 29 anos), 40% na quarta, 50% na quinta e 60% a partir dos 60 anos de idade.

Por outro lado, a calvície pode ser herdada dos genitores, porém os genes associados à queda de cabelos ainda não foram identificados. Assim, extensão da queda de cabelos que um homem experimenta depende do perfil genético herdado. A alopécia androgênica se caracteriza pela queda de cabelos desde o couro cabeludo frontal até a parte superior occipital, sendo classificada de I até VII.

A mencionada calvície é lentamente progressiva, ao contrário da areata (circunscrita) e da universal. Também se manifesta por um número diminuído de cabelos em crescimento, e por mudanças nos cabelos que persistem.

O couro cabeludo comum contém 100 mil folículos, sendo normal uma variação de 75 a 150 mil, com 25% a mais para os cabelos louros e 25% a menos para os ruivos. Com o tempo ocorre uma diminuição do número, tamanho e consistência dos folículos até a atrofia final.

As primeiras recomendações terapêuticas para a queda dos cabelos podem ser encontradas em em antigos registros egípcios feitos em papiro. Desde então, cada povo teve suas próprias panacéias para a prevenção da queda de cabelos e seu crescimento posterior.

Atualmente, existe uma série imensa de loções e xampus para o tratamento dos cabelos, todavia, até agora não foi possível demonstrar a eficácia desses preparados, seja no sentido de interromper a queda de cabelos, seja para efetuar o crescimento. Com exceção dos penteados criativos e das perucas, a intervenção cirúrgica constitui a única alternativa capaz de combater a calvície.

A correção cirúrgica de alopecia por auto-enxerto vem sendo realizada há mais de 50 anos, utilizando enxertos cutâneos de espessura total. O rearranjo da pele no couro cabeludo utiliza o próprio paciente como doador, em virtude da possibilidade de rejeição dos tecidos.

Assim, o número absoluto de cabelos no couro cabeludo não será aumentado, mas apenas serão diluídas as áreas do couro cabeludo doador que possuem cabelos.

A predisposição para a calvície não afeta todos os folículos pilosos do couro cabeludo, por isso é possível retirar fragmentos de couro cabeludo da região parietal e occipital, que vão continuar produzindo cabelos. Desta forma, a pele doadora conserva os atributos que tinha em sua localização inicial, independente da área para onde tenha sido transferida.

O candidato interessado na cirurgia para a reposição dos cabelos deve ter maturidade emocional e estabilidade psicológica a fim de evitar qualquer desapontamento. Os enxertos cutâneos são definidos como fragmentos de pele que foram separados de seu suprimento vascular e sua sobrevida depende da nutrição proveniente do tecido no leito receptor. Portanto, se o leito receptor não corresponde, a cirurgia pode fracassar, com atrofia da área enxertada.

Desta forma, o procedimento cirúrgico de escolha depende da localização da queda de cabelos, da quantidade e qualidade da pele doadora e da habilidade profissional. Se for corretamente planejado e executado no paciente com expectativas razoáveis, podem ser obtidos resultados gratificantes, eliminando uma forma de aborrecimento e de baixa auto-estima. As panacéias são muitas e a desinformação é total nesse campo, por isso os candidatos à correção da calvície androgênica devem ficar atento, afastando os procedimentos não científicos.

A calvície masculina
5 (100%) 1 vote

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *